quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O amor que nao quero de JESUS


O amor que nao quero de JESUS




“E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me”.Mc.10-21





Um homem perguntou para Jesus como ele poderia ganhar a vida eterna, ansiando por um lugar de descanso, ansiando por uma vida mais tranquila sem as aflições do cotidiano . Ele deve ter corrido para Jesus porque achava que tinha feito o dever de casa: não matar, não roubar, não adulterar, respeitar pai e mãe e com esse currículo todo, tinha quase certeza que nada estava faltando para poder entrar na casa de Deus

Muitas vezes queremos nos aproximar de Jesus, ter relacionamento com Ele, de poder ouvir Ele falar conosco, de poder ser usado por Ele, de poder caminhar com Ele, mas não conseguimos, pois existe algo dentro de nós que Jesus deve olhar e AMAR, como fez com o homem do versículo 21 do capitulo 10 do livro de Marcos e dizer: Queria tanto que você deixasse eu entrar dentro da sua vida, queria tanto poder comandar a direção da sua vida, queria poder conversar mais intimo com você, queria deixar você Me descobrir em suas buscas, queria correr com você na praia, queria comandar suas finanças, queria ser o Elo da aliança do seu casamento, mas ainda te falta algo para mudar, ainda tem uma algo que você não consegue deixar, ainda tem um amor maior dentro de você que toma o lugar do seu amor por mim.

Muitas vezes nós estamos como esse homem, achando que já fizemos o nosso “dever de casa”, já somos bom o suficiente para poder morar com Deus, nós paramos de nos embriagar, paramos de roubar, paramos de dançar, já não somos caluniadores, ate respeitamos pai e mãe e outros até nem sonegam mais impostos!! - Já podemos perguntar para o bom mestre Jesus o que mais precisamos, mas isso pro-forma, pois sabemos o que ela vai dizer com esse nosso currículo todo: – Come in!!!

Vejo Jesus olhando para o moço, nos relatos bíblicos de Marcos 10-21, e imagino que Jesus viu no homem uma vontade de seguir Ele, tinha ate vontade de morar com Ele no Céu, mas Jesus sabia também que essa vontade dele não era suficiente para ele abrir mão da riqueza, Jesus sabe quando nos aproximamos dele cantando belas canções, que estamos cheios de intenções boas e louváveis, mas são apenas intenções. Jesus sabe que não conseguimos abrir mão dos nossos mais brilhantes sonhos quando Ele pedir, Jesus sabe que dificilmente conseguiremos deixar Ele mudar os horários das nossas agendas, dificilmente deixaremos Jesus mudar os horários dos nossos cultos, pois temos uma liturgia milenar a cumprir. Jesus sabe que não conseguiremos largar aquela vaga que tanto sonhamos e estudamos para aquele concurso e que passamos e hoje nos da tanto orgulho, Jesus sabe que nosso orgulho é grande demais para podermos receber, ainda mais se tivermos que pedir, Jesus sabe...

O texto bíblico diz que Jesus olho e AMOU o homem; vejo Jesus olhando para mim e me amando quando eu não consigo fazer as coisas certas, vejo Jesus olhando para a humanidade e amando quando ela polui o planeta, destroi a natureza, mata os animais para fazer um casaco ou uma bolsa, vejo Jesus olhando para uma prostituta nas madrugadas e amando ela com um amor que ela nunca vai conseguir em braços humanos, vejo Jesus amando, mas esse amor de Jesus para o homem, parace-me ser um amor de despedida, um amor de tristeza por não poder fazer o que o homem teria que fazer; Creio que Jesus queria amar o homem com um amor mais alegre, um amor de certeza, amor de Chegada. Existem momentos na nossa existência que temos que escolher, tomar decisões difíceis, decisões que vão doer muito, vai trazer marcas profundas, mas tem que ser tomadas. Jesus sabia onde estaria a de-cisao desse moço, Jesus amou ele com um amor de De- Cisão, Jesus sabia qual a importância que aquele moço dava ao que ele possuía, por isso Jesus o amou, mas creio que não com o amor que Ele queria.





Joberson Lopes    ,       26 de Agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os Revolucionários Sujos






Os revolucionários sujos que poderiam fazer grandes revoluções se tornaram rebeldes sujos devido ao sistema familiar que estão ou estavam e devido ao sistema governamental onde nasceram.

Sábado à noite vamos à rodoviária de Brasília levar um sopão para uma galera que mora na rua ou ate nem mora, mas fica na rua por alguns dias, e encontramos meninos de 8, 14, 16 anos e moças grávidas e jovens brancos, negros e mais alguns “clientes” nossos (como diz um amigo) vivendo naquele lugar sujo cheio de ratos, ladrões, bêbados, etc. Alem de levarmos sopa, roupas, cobertores nós também conversamos muito com os que ainda estão mais ou menos sóbrios e querem conversar quando puxamos conversa com eles, e podemos ouvir dezenas de historias de vida diferentes umas das outros de diversos tipos de culturas, pessoas de diversos estados diferentes, mas com um detalhe em comum em suas historias: Inconformados, essa seria a palavra certa para definir esse ponto de convergência entre as historias dos moradores de rua, os marginais da sociedade de Brasília.

Um jovem de 12 anos, mas com aparecia e tamanho de um garoto de seis anos, nos disse que saiu de casa porque seu pai chegava bêbado em casa quase todos os dias e batia na sua mãe, e ele sem poder fazer nada contra o pai, se viu “amarrado” pelo sistema familiar que ele nasceu. Outro jovem mais velho, já menos sóbrio que o outro, mas ainda com a certeza do porque saiu de casa, nos contou que seu pai o mandou embora de casa porque ele não consegue emprego para ajudar no sustento de casa e disse para ele que lugar de vagabundo é na prisão ou na rua, e detalhe que esse jovem tinha 16 anos de idade, há seis meses está morando na rua. Uma moça que está grávida de uns sete meses viciada em Crack, nos disse que saiu de casa porque a sua mãe todo dia chega bêbada em casa e não cuida da família, bate nos filhos sem necessidade, a casa é sempre um caos total, o pai ainda que tentando ajudar a mudar esse quadro, não tem forças para mudar a vida da família deles; e essa moça estava realmente falando a verdade, pois na rua é comum a mentira, porque encontramos e conversamos também com sua Irma que está morando na rodoviária e também é viciada em crack e nos contou a mesmo historia.

Eu pude notar que esses moradores de rua, são pessoas inconformadas com as situações que chegaram devido a uma serie de fatores e resolveram não se conformar com o que a “vida” tinha lhes proporcionado; O grande erro desses Revolucionários sujos foi de terem canalizado suas forças para um lugar errado, e ai deixaram de ser revolucionários e se tornaram rebeldes e essa atitude ou “escolha” errada dificulta a vida para eles, pois conseguimos olhar para Che Guevara e ver nele um grande revolucionário, pois foi um inconformado com o sistema e quis da forma dele, mudar alguma coisa na sociedade que ele estava, vemos também Martinho Lutero um grande revolucionário cristão que deu uma guinada no movimento religioso de sua época e que ate hoje se ouve falar sobre e se vive essa revolução ou ruptura com o monastério. Mahatma Gandhi foi outro grande homem inconformado que de uma forma brilhante largou o estudo e prestigio que tinha para fazer uma revolução sem guerra, mudando assim a historia da Índia, e tantos outros foram revolucionários, mas que diferente dos nossos revolucionários sujos da rodoviária de Brasília, que se tornaram uns revoltados e por isso eles não são respeitados, não são ouvidos, são escorraçados das portas dos restaurantes, nem notados como pessoas são, pois fizeram de certa forma, a escolha errada da vida deles.

Eu, com a Fé em Deus que tenho, acredito que ainda tenha chance de um desses grandes revolucionários-revoltados sujos, se tornarem grandes homens inconformados e mudar esse sistema que eles mesmo estão envolvidos, pois se nós acreditarmos nisso e ajudar eles a canalizarem a sua força rebelde para uma vida de revolução objetiva, eles podem mudar o futuro da humanidade. Isso pode parecer utópico para algumas pessoas, pois só acreditam no sistema pronto, não tem coragem nem de sonhar, mas para mim, que já fui um viciado em cocaína e um dia me libertei do vicio com a graça de Deus, sei que os revolucionários sujos de Brasília ainda têm solução para vida deles. Penso que utopia é viver uma vida sem esperar mudanças, sem conseguir visualizar transformações em vidas, em famílias, em igrejas, em sistemas políticos, pois o Deus criador desse universo é um Deus utópico, pois me Ele me deu esse sentimento de Revolução e essa utopia de vida que quero levar, é Ele quem nos capacita para as mudanças da vida.



Joberson Lopes                                                             Samambaia, 25 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Palestra sobre Homossexualidade

De igreja hospital para igreja circense!

 Contribuição de Robert Itamar Alves da Costa

De igreja hospital para igreja circense!


Quando criança, eu fui criado em hospitais, desde os 2 anos de idade tenho bronquite asmática, meu pai era militar e graças a Deus eu nunca tive que esperar em uma emergência para ser atendido, e por diversas vezes escapei da morte, lembro bem que em uma das minhas crises mais fortes quando adolescente, tive duas paradas respiratórias dentro do carro, indo para o hospital. Mas como tudo que é bom, dura pouco, minha dependência do plano de saúde de meu pai duraram até a minha maior idade.



Depois disso passei a depender do nosso "maravilhoso SUS" (Sistema Único de Saúde) que como afirmou o nosso presidente em uma antiga entrevista: "A saúde publica no Brasil está beirando a perfeição!"



Eu entendi que o Lula realmente nunca mais foi em um hospital público, depois de se tornar líder sindical e presidente da república, será que naquela época, os hospitais públicos eram bons?



Mas o que realmente me deixa chateado, é saber que impostos são cobrados, e não são poucos, para que o povo brasileiro tivesse um pingo de respeito, o dinheiro nós já demos, mas onde será que ele vai parar, que não está sendo empregado onde deveria?



Recentemente, eu estava em um culto e ao final fui lanchar com uns amigos, ao chegar no shopping, o lado direito das minhas costas foi tomada por uma dor insuportável, a dor era tão forte que meu braço adormeceu, sem saber o que fazer, tomei dois comprimidos de dorflex que minhas amigas compraram para mim, (aprendi com um amigo de BH) e até que a dor aliviou um pouco, eu nem consegui comer direito.



No dia seguinte, eu me aventuro no hospital público da minha cidade, ao chegar bem cedo, o hospital já estava lotado parecia o show do Woodstock em 69.



Depois de muitas horas, consegui chegar até a triagem, (detalhe, eu estava na emergência) a enfermeira educada como uma porta, faz uma rápida entrevista e me manda para uma cadeira do lado de fora da sala para medir minha pressão, mais gente na fila, depois para o consultório, eu só sei que depois de muitas horas quando fui atendido, o médico não olha em meus olhos e não toca em mim, faz algumas perguntas, receita uma injeção, e alguns exames. Depois de um dia cansativo, foi diagnosticado, um espasmo muscular, o médico receitou alguns remédios, que por sinal não tinha na farmácia que dá os remédios de graça e eu fui embora, gastei a grana que não estava prevista, e fiquei tomando os remédios, passando alguns dias a dor não parou, e pior, agora era no peito. Voltei no hospital, a mesma novela para ser atendido novamente. Outro médico, outro diagnostico, dessa vez correto, pneumonia!



Pensando e refletindo em tudo o que tinha me acontecido, me lembrei que no primeiro dia uma senhora já de idade bem avançada chegou sentindo fortes dores na perna, ela estava com o tornozelo inchado e não podia tocar o pé no chão, ela tinha levado um tombo, provavelmente estava com a perna quebrada, ela teve que passar por todo aquele processo também. A forma como ela estava sendo tratada me deixou indignado, e apesar de também estar sentindo uma forte dor, e estar a várias horas esperando, não pensei duas vezes em permiti que ela passasse na minha frente, mas os outros pacientes não foram tão pacientes, e eu nem poderia culpá-los, muitos haviam chegado com suas criaças de madrugada.



O descaso, nestes hospitais, com os velhos as crianças e todo mundo que tenta ser atendido descentemente e luta pelos seus direitos, me fez lembrar como anda do Hospital para as nossas almas, mais conhecido como Igreja.



Quando eu morei na Região Sul do país, eu freqüentei uma igreja, durante 2 meses, eu assistia 3 cultos na semana, após um mês e meio eu recebi meu primeiro: Boa noite, seja bem vindo! Muito feliz com a atitude daquele irmão eu fui procurá-lo, para minha decepção, sua simpatia e educação era ligado diretamente ao seu regionalismo, ele era carioca, morava no Sul há 14 anos, como eu queria que ele fosse sulista!



Para completar minha triste desventura nesta igreja, em um culto de domingo à noite eu estava sentado na galeria, quando eu avistei um morador de rua entrando no templo, meu coração até bateu mais rápido, Deus sabe como eu curto e considero esses caras! Para mais uma decepção minha, o diácono da recepção, educadamente pediu para o homem se retirar, usando o argumento de que o templo estava lotado e não tinha lugar para ele se sentar.



No inicio de 2010, eu fui convidado para pregar em uma Igreja Batista, mais o inusitado, foi à proposta do pastor, ele pediu que eu me vestisse de mendigo, e quando ele fosse apresentar o pregador da noite eu apareceria lá na frente, como eu topo tudo pela graça, graça divina é claro, rapidamente me prontifiquei, a receptividade até que foi boa na hora de cumprimentar os visitantes, mas depois da minha mensagem, alguns irmãos vieram me pedir perdão, pois ficaram com nojo, ou constrangidos de vim me cumprimentar na hora do louvor, deu para perceber que eu caprichei no disfarce, uma irmã em especial me chamou a atenção, ela me disse o seguinte:



-Missionário, eu preciso pedir perdão a Deus, e em segundo lugar a você, quando o pastor mandou que nós abraçássemos nossos visitantes, eu não vi em você uma pessoa digna de um abraço, e nem de estar neste lugar...



Seus olhos estavam marejados em quanto ela se desculpava. Essa irmã pelo menos pediu perdão, mas quantos de nós negligenciamos, um abraço, um boa noite ,ou um simples sorriso?



Alguns historiadores narram que Mahatma Ghandhi, era um grande admirador do cristianismo, e estudioso da Palavra também, em uma de suas visitas a um templo protestante inglês, ele sentiu na pele e no coração o preconceito dos cristãos para com os indianos, Ghandhi dizia que o Cristo dos cristãos era maravilhoso, pena que eles com suas praticas, colocavam o Deus que eles criam e pregavam em uma caixa de sapatos.



Passados vários anos após a sua morte, hoje não é muito diferente o descaso da Igreja, e eu não me refiro somente aos excluídos ou marginalizados, mas quanto a toda a sociedade, este descaso tem sido gritante, nossos cultos nossas pregações e nossos discursos, muitas vezes são enganosos e controversos, caem na mesma ladainha de muita teoria e pouca ou nenhuma ação. Não queremos tirar Deus da caixa de sapatos, para poder manipulá-lo melhor. É interessante pensarmos que quando nosso cachorro fica doente, nós o levamos em um veterinário particular, ou seja, caro. Se nós vamos ajudar um necessitado, nós o deixamos na porta de um hospital público, que na maioria das vezes parece um açougue. Os cães têm um tratamento digno, e o ser humano, a imagem e semelhança do Criador, tem o SUS.



Mas graças a Deus, que muitos líderes tem se despertado, e feito de suas Igrejas verdadeiros hospitais para as almas cansadas e sofridas, tem se pregado o verdadeiro Evangelho do Reino de Deus, onde pessoas têm sido abraçadas pela Graça, e o Amor do Pai. Louvo a Deus por esses pastores e líderes que entenderam que Jesus Cristo veio para enfermos e não para os que estão sãos, e que Jesus não veio sarar o bolso de ninguém.



Suas vidas e suas palavras, levam as pessoas ao arrependimento real de seus pecados, evangelizam com atitudes e não somente com palavras.



O problema é que, muitas igrejas (com letra minúscula), querem ser como a saúde pública no Brasil, tratam com descaso a sociedade, se fechando a ponto de, em vês de se parecerem com hospitais para as almas feridas pelo pecado, mais se parecem com verdadeiros circos evangélicos.



Nesses lugares nós vemos um bando de palhaços querendo aparecer na hora do louvor, vamos ver quem pula ou grita mais alto! Profetisas de postes, que ouvem as conversas nas ruas e levam para os cultos em forma de revelações, com várias manifestações chamadas espirituais se fazem parecer dançarinas de can-can cheias de pseudo-santidade. Pastores bispos e apóstolos, disputam o lugar dos mágicos, quanto mais glossolalias e curas divinas, mais espirituais os tais são considerados, fazem desaparecer dízimos e ofertas em um passe de mágica. Líderes de jovens se digladiam por células, e por almas que são tratadas como números ou metas, (apenas pedaços de carne) eles fazem de tudo para tomar os discípulos uns dos outros, eles seriam bons domadores de leões. Corajosos e destemidos, jogariam a própria mãe em uma jaula de leões famintos, só para ser o 12 de algum pastor figurão. Os discípulos coitados, esses são apenas espectadores, que sonham em ser um desses artistas circenses, o problema é que cada culto no picadeiro, não é de “graça”, que aliás anda bem longe dessas igrejas, eles tem que pagar o ingresso, que não costuma ser barato, quando o espetáculo é televisionado fica pior, vai ver quanto que é a entrada de dízimos e ofertas de uma igreja circense que tem programas de TV, afinal são muitos funcionários para bancar, nessas igrejas ostentar prosperidade é uma forma de evangelismo, e até que funciona, desde que eles não tenham que largar a vida circense, ta beleza!



Hospital? Deus me livre! Ele me chamou para receber o melhor dessa terra, Deus me constituiu por cabeça e não por cauda, e onde eu colocar meus pés, esse lugar será abençoado!



Se eles quiserem assistir o culto de um picadeiro, quem sabe Deus não cura as feridas deles?



Assim é o discurso, de muitos líderes circenses.



Se vocês já leram outros textos meu, já devem ter percebido que eu critico bastante as igrejas que não cumprem sua missão bíblica, creio que tenho autoridade para isso, pelo fato de, durante muito tempo ter feito parte dessas igrejas descompromissadas, e permitir que minha religiosidade fosse mais importante que o ser humano, como os caras que crucificaram Jesus. Eu não pedi exclusão ou me desliguei, de minha Igreja local, conseqüentemente de minha denominação, eu entendi que os agentes transformadores somos nós, e não a estrutura física ou denominacional, o templo do Espírito Santo, sou eu e você. Não espere sua Denominação ou Igreja local, se voltar para a sociedade e ser resposta, seja você em Deus esta resposta, seja eu e você reflexos de Jesus Cristo.



A pergunta que fica para nós é: Eu como templo do Espírito Santo, Igreja viva do Deus Vivo, tenho sido como referencia para a sociedade, um enfermeiro do Médicos dos Médicos, ou um palhaço de uma igreja circo de Satanás?



Enquanto isso o mundo lá fora continua na mesma, mortes, violência, corrupção, etc... Espero em nome de Jesus Cristo, que você não dependa nunca de um hospital público brasileiro para sobreviver, e nem de uma igreja circense para servir a Deus...



“Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, e, sim, os enfermos.

Eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento.”

Lucas 5:31-32


Contribuição de Robert Itamar Alves da Costa

JOCUM Floripa a partir do Rio

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vida de Crente






Um dia analisando minha vida como um crente “normal”, andando como manda o figurino, trabalhando e indo a igreja, usando meu dinheiro para  ir ao shopping, ir ao cinema, sair com amigos, dizimar minha tão importante parte do salário “para” Deus, cantar no conjunto da igreja, está nas reuniões de orações, aprender na escola dominical, enfim, vivendo uma vida que agradava a maioria dos irmãos, uma vida de Crente;

Mas um dia pensando criteriosamente a meu respeito, de como eu estava vivendo e agindo, senti falta de alguma coisa que não sabia explicar, e por esse sentimento, acabei na missão.

Eu estava vivendo sobre o domínio da graça de Deus, onde essa graça me justificava, e por isso não carecia muito esforço meu para com a vida, pois afinal de contas, a graça é que salva, e então eu estava vivendo sem muito esforço como a maioria.

Eu entendia que de alguma forma, viver assim não era certo, mas sem saber o que seria correto em uma vida de discipulado com Cristo, fui impulsionado pelo Espírito Santo, a ir para missão integral.

Eu estava decidindo naquele momento romper com o meu emprego, que não ganhava mal para minha realidade, estava rompendo com uma vida inicial acadêmica em Direito, estava também renunciando viver ao lado de uma família maravilhosa, estava deixando amizades de lado, estava rompendo com o comando da minha vida, estava passando a ser comandado pelo Senhor Jesus, por intermédio de discipuladores não tão discípulos de Cristo às vezes.

Estava renunciando acordar a hora que queria, orar quando queria, ler quando e o que achava necessário, realizar afazeres domésticos de vez e nunca, estava a renunciar coisas que me eram boas.

Mas essa ruptura com o que era bom para mim, estava me fazendo sentir melhor, estava me fazendo entender que levar uma vida piedosa, parecia ser mais próximo do discipulado de Cristo e de alguma forma eu me sentia ótimo.

Tive conflitos por está vivendo em uma comunidade “isolada” do mundo exterior, vivendo com pessoas de diferentes nacionalidades, de diferentes costumes, dormir em um quarto com vários homens e esses com hábitos não dos melhores, está sendo controlado por pessoas ate mais nova que eu, com menos experiência de vida, comendo algo que com certeza na minha casa eu nunca iria comer por poder escolher,  deixar de comer biscoito de chocolate por não ter como comprar, ter que dormir em horas que às vezes eu não queria, ter que representar e dançar coisas que eu nunca quis em sã consciência, e o que é pior a tudo isso, ainda ter que pagar por esse pacote tão piedoso.

Mas essa vida piedosa, de separação me levou a proximidade com Deus, me levou a um discipulado que eu não estava tendo quando estava nos domínios da igreja.

Eu é era o governador da minha vida e não Jesus Cristo, então essa vida de renuncias fazia sentido, mas um dia tive que optar em voltar a vida “normal” ou poder ficar vivendo nesse enclausuramento diário; poderia ter optado em ficar la dentro e viver a vida “piedosa” que no inicio enxergava, uma vida de muitas renuncias, pelo menos, no inicio dessa caminhada, mas fui analisando a vida friamente, já acostumando ao local, e pude notar, que a vida ali dentro, não era a das piores no mundo, que viver daquela forma de aparente renuncia e de piedade me fazia bem, com muitas ou ate mais regalias que seu eu estivesse em casa, pois afinal de contas, la eu não precisava trabalhar, no máximo cortar grama, lavar enormes panelas do almoço ou lavar banheiros e pronto, o resto do dia livre para viver minha vida “piedosa” em frente a uma boa TV em um dos ótimos apartamentos por la.

 Mas o pior de tudo isso foi quando eu entendi que eu estava começando a ”pagar” minha redenção em Cristo, que os atos de bondade ali dentro praticados, estavam me dando à certeza de está entrando no reino de Deus, pois afinal de contas, eu estava sendo bonzinho, estava vivendo uma vida de renuncias, estava pagando por está ali...

Quando percebi isso pude ver que na verdade eu apenas estava vivendo separado de casa e ainda, mesmo que sem perceber, tomando o lugar da Graça de Deus em minha vida, pois a vida piedosa, estava me dando o passaporte para o céu.

Quando voltei para casa e decidi viver aqui “fora” a minha vida, entendi que eu estava rompendo de novo com as minhas vontades, estava renunciando algo que seria bom para mim, estava renunciando novamente como no inicio, só que de uma maneira mais difícil, pois agora eu não teria ninguém para me dizer o que tinha que fazer, não tinha ninguém para me acordar cedo para meditar, eu estava rompendo com o que poderia fazer bem e ainda ter aparência de piedoso.

Nesse momento entendi que viver uma vida de piedade dentro de quatro paredes, dentro de uma base missionária, ou dentro de uma igreja é muito fácil, romper com os padrões mundanos onde todos já fazem isso é “mamão com açúcar” é “nadar em céu de brigadeiro”, pois quando uma luta é de todos, quando todos estão “remando” para o mesmo lado é fácil de ganhar a corrida, fica difícil algo diferente vencer, quando todos praticam o mesmo, é quase impossível você incorrer em erro dentro desse sistema.

Viver uma vida piedosa fora desse contexto é quase impossível, é viver o discipulado de Cristo na integra, pois aqui fora, você vai “ andar na contra mão” do mundo, você vai “nadar contra a maré”, é está imaculado dentro de uma câmara de deputados corruptos, e viver renunciando proposta que fará bem a sua família, é viver renunciado a olhar para outras mulheres quase que nua na rua e tendo isso como normalidade, é viver fora do contexto geral da sociedade em prol do discipulado árduo de Jesus Cristo, é passar a experimentar, como disse Dietrich bonhoeffer a Graça Preciosa de Cristo e não viver mais a graça barata das igrejas, é viver a Graça que perdoa o pecador e não o pecado é viver de baixo de uma Graça redentora com morte de Cruz e não viver uma graça onde tudo me é licito e tudo me convém, pois afinal, como pregam sempre que é conveniente: é a “graça que salva”.

Vamos viver de baixo do Discipulado de Cristo, um discipulado árduo, mas com um fardo leve, um fardo que se pode carregar, um fardo de amor que foi de graça para nós, imerecedores, mas foi caro para um Pai de filho único, Deus... Valorize esse fardo e dê glorias a Deus por você ser quem você é e não valorize de mais o “fardo” que você carrega, pois isso pode te tornar barateador da Graça Preciosa.



Joberson Lopes, com a Graça preciosa de Deus, 10 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Evolução familiar





Por que uma mãe joga seu filho em uma lagoa dentro de uma sacola após nascer ou por que um pai joga sua filha pela janela do apartamento? 

Por que um pedreiro mata tantos jovens e depois se mata? Por que tantas atrocidades? Será qual é o sentimento de pessoas com essa capacidade tão maldosa? 

Por que temos tantos abusos sexuais nas famílias, igrejas, comunidades? Por que tantos filhos crescem sem pai? Por que tanto aborto entre as jovens? 

Por que tantas separações entre os casais? Será que estes questionamentos são fruto da evolução da sociedade, da “evolução” da família? 

Hoje estamos no mundo das evoluções, de novas tecnologias, de carros elétricos, dos ebooks, dos Ipads entre outros. 

As famílias também estão se evoluindo junto com os eletroeletrônicos; estamos tendo uma “evolução” familiar na sociedade atual, os padrões de família como um grupo, está se desintegrando, está ficando cada vez menor o grupo familiar. 

O padrão de família antigo composto por pai, mãe, filhos e filhas estão ultrapassados, a moda agora são famílias com mãe e filho, ou filho e pai, ou só filho, ou pai e pai, ou mãe e mãe, ou família sem filhos e isso sem falar dos casais que moram separados, cada um no seu quadrado. 

Seria isso um modelo melhor para nossa sociedade? Será que o que tivemos ate algum tempo atrás, não tem mais valor, ficou ultrapassado como os fuscas, como videocassete? 

Mães estão escolhendo por produção independente de seus filhos em clinicas de reprodução humana, mas será que seus filhos escolheriam nascer sem Pai?
Eu como cristão penso que essa “evolução familiar” não está nos planos do Criador, e como um cidadão tenho a opinião que os questionamentos feitos nesse texto, tenha suas respostas na “evolução familiar”, ou na falta da família na sociedade como antes. 

Se um pai está criando sua filha ao lado da mãe, penso que seria remota a chance desse pai jogar sua filha pela janela do apartamento, ou se pai e mãe resolvessem encarar suas diferenças conjugais de frente ao invés de se separar, provavelmente, seu filho não sofresse abuso sexual ou crescesse com um déficit de masculinidade que poderia o levar a homossexualidade. 

Também creio que se os casais de namorados assumissem juntos a responsabilidade pelos seus atos praticados no motel, talvez não tivesse noticia de filho sendo jogado dentro de lagoas em sacolas plásticas como um lixo sem valor ou também não teríamos tantas clinicas abortivas.

O papel da família funcional é fundamental na sociedade e é de vital importância para o futuro da humanidade, visto que esse modelo “antigo” de família, mesmo com todos os problemas, funcionou melhor que o modelo atual.

Eu creio que devemos pensar como queremos que sejam as próximas gerações, se como o modelo antigo ou como o modelo que muitos estão ditando agora? 

Qual modelo você quer que seu filho siga? Será melhor para seus filhos crescerem no individualismo, sem pais presentes? Sem referencial algum? 




Joberson Lopes Samambaia – DF 08 de agosto de 10



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Qual a estratégia certa?



Qual a estratégia certa?


Estava conversando com um amigo da igreja, qual seria a forma que poderíamos fazer no meio cristão-evangelico, para podermos ser diferentes em relação às igrejas-comercio que já existem, as igrejas-circo que estão por ai, qual seria o nosso diferencial para falarmos do amor de Jesus pela humanidade, sem nos sujarmos com alguns sistemas eclesiásticos errados que vemos hoje, onde poderíamos fazer essa diferença e qual seria essa nossa estratégia?
Eu dei uma resposta ao meu amigo, que ele logo concordou de certa forma, que nós hoje temos apenas que pregar o evangelho da forma mais simples que pudermos achar, que as nossas estratégias sejam as mais “simplórias” possíveis, pois do contrario, estaríamos incorrendo no mesmo erro das demais igrejas, isto é, o meio tem mais valor que o fim, as estratégias estão sendo mais importante que o alvo, o “Pregar” o evangelho está sendo mais importante do que o Jesus do evangelho, o informar tomou lugar de quem estamos informamos.
Eu acredito muito em estratégias para chegar ate as pessoas e podermos iniciar um relacionamento, eu ate uso muito de estratégias em minha caminhada Cristã para iniciar um bate-papo e falarmos de Jesus quando estamos em “Campo” evangelizando, quando estamos nos presídios, nas rodoviárias, nos bares, nos hospitais, mas dentro das igrejas, acho que não precisamos mais de teatros para atrair a atenção das pessoas, não precisamos mais de show gospel para ter a casa lotada, não precisamos de excelentes oradores com retóricas da melhores possíveis e com objetivos diversos; as pessoas não vão às igrejas apenas para ouvir o quanto prospero o senhor te tornou, o quando de dinheiro o senhor te deu nesse mês nos negócios, o que as pessoas com “corações despedaçados e quebrantados” estão buscando quando vão às igrejas, é ouvir os singelos acontecimentos do Evangelho, ouvir sobre a vida de um homem, que como nós, foi tentando, teve fome, teve sede, sentiu sono, sorriu, chorou, abraçou, brigou, conversou, ensinou e mostrou que mesmos tendo esses atributos humanos não pecou, não quis o lugar de Deus e apenas serviu a humanidade mesmo sendo Rei; Essas verdades do evangelho é que muitos de nós queremos ouvir, queremos aprender para termos relacionamento com um Deus que podemos chama-Lo de Abba, de Papai, que mesmo sendo falhos como somos, sendo cheios de pensamentos que ate nos mesmos temos vergonhas de contar para alguém, ainda assim, esse Deus quer ter relacionamentos com esses tipos de pessoas.
Creio do mais profundo da minha alma, que é apenas sobre esse Jesus e esse Deus-Pai, que as pessoas estão buscando quando vão a reuniões de cunho religioso, em um culto, isso é o único e suficiente resultado que eles estão buscando, está é a única resposta e está é a proposta melhor que podemos oferecer a quem vai as igreja: que é está próximo de um Pai criador, grandioso, dono do mundo, mas também um amigo e conselheiro de um pecador, é desse Deus que estamos buscando em nossas igrejas e templos, não precisamos mais dos holofotes quando chegamos La dentro, pelo contrario queremos mesmo é o anonimato, para que esse AMOR pessoal que chamamos Deus, seja o ilustre da noite, que nEle esteja todos os olhos ali dentro, a cena é dEle, ali Ele é o Ator principal, ali Ele é o que nós precisamos.Que possamos entender que para levarmos as pessoas a conhecer esse amor tão inexplicável por nós, que chamamos Deus, não precisamos de muitas estratégias, apenas precisamos olhar para Ele e Ele ira se revelar para nós, da forma que Ele achar melhor.


Joberson Lopes, samambaia 6 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Confiar em Deus na pratica


Depois de sairmos do culto, fomos almoçar em um restaurante, eu, minha esposa e minha mãe, quando chegamos à porta do restaurante a primeira coisa que fiz foi levar a mão ao bolso e procurar minha carteira e daí lembrei que estava com pouco dinheiro e perguntei minha mãe se ele tinha dinheiro suficiente para pagar a conta do restaurante, e ela disse que sim isso me trouxe segurança e ao mesmo tempo me gerou uma reflexão da minha confiança em Deus.
Tenho lembranças da minha infância de quando íamos almoçar ou jantar em algum restaurante, não ficava preocupado se tinha o dinheiro suficiente para pagar a conta, lembro-me apenas que tínhamos bons momentos em restaurantes e pizzarias e depois íamos para casa feliz da vida por ter saído com minha mãe e ter comido algo diferente naquele dia.
Quando leio a bíblia sobre me tornar como uma criança para entrar no Reino de Deus, me faz refletir no meu tempo de criança e isso me faz imaginar qual atitude devo ter ou qual não tenha que ter para poder herdar o reino do céu.
 A experiencia da ida ao restaurante e as leituras bíblicas que faço, me ensinam que tenho que Confiar em Deus como eu confiava na minha mãe quando eu era criança, ter confiança como atitude natural de um criança, como eu fazia quando ia almoçar com ela, não me preocupava se tinha dinheiro ou não, apenas entrava, escolhia o que comer, comia e voltava para casa alegre e  satisfeito, confiante que estava tudo bem.
Confiar em Deus é uma das coisas que achei mais difícil em minha vida de missionário e ainda acho, pois me apresentaram um Deus como um Pai, isto é um homem, e eu não tive pai presente; se ainda fosse Deus como uma mãe talvez tivesse sido diferente (risos), mas acho correta essa forma de Deus como pai, o erro está na ausência de pai terreno que tive, pois isso foi uma barreira para eu confiar plenamente em Deus.
Outra coisa que me levou a não confiar em Deus, foi a forma que fui criado e que acredito que muitos que conheço são ensinados assim: se você trabalha e estuda você pode ter alguma coisa na vida, ser alguém na vida, mas se não trabalha e nem estuda nunca terá nada na vida, nunca será ninguém; Isso é uma verdade que nos traz uma eterna dependência de nós mesmo.
Uma eterna confiança própria em nossas riquezas, força, conhecimentos e que talvez nos leve a nunca confiar em Deus como provedor do que necessitamos, ele pode ate dar, mas eu terei que trabalhar, pois foi assim que aprendi e também é assim que o mundo ensina, uma verdade, mas com distorções humanas.
Hoje depois de meditar muito sobre esse tema, de viver sobre a dependência de Deus,  tenho começado a aprender na pratica que viver dependendo de Deus é muito difícil pois não sabemos receber, temos um enorme orgulho de poder sermos nossos próprios provedores ter o controle da nossa vida e isso gera em nós uma falta de humildade de poder receber de Deus da melhor forma que Ele achar conveniente.
Lembro-me do dia em que sai do curso de missões na Jocum e me vi pensando sobre viver a vida em tempo integral para missões e de como iria me sustentar em missões integral sem poder efetivamente trabalhar para ganhar dinheiro para isso, e nesse momento eu orei a Deus e fui muito sincero com Deus e falei que queria ficar em missões integral, mas que Deus primeiro teria que mostrar as pessoas que seriam meus mantenedores em missão, e Deus falou comigo algo simples e profundo, que carrego ate hoje: 


-Se eu te falar quem vai ser seus mantenedores, você vai confiar neles e não em Mim que sou o Deus deles. 


Isso foi para mim difícil de aceitar, pois entender eu já entendia, mas viver isso confesso que foi muito difícil, principalmente para pessoas do sexo masculino, todo machista e em um sistema capitalista onde se prega que deves trabalhar para receber recompensas, onde você só vale o que você têm.
Então compreendi que confiar em Deus não é tão fácil como pregamos ou ensinamos, mas Jesus nos diz: 


O que é impossível aos homens é possível a Deus, e se você confia nesse Deus dos impossíveis, nós podemos viver esse tempo de CONFIANÇA EM DEUS, em missão integral, na vida cotidiana ou em qualquer outro atividade que exerçamos.

“Confie no SENHOR de todo o coração e não se apóie na sua própria inteligência” Pv.3-5
                                                                                                             

Joberson Lopes, Brasília 02 de agosto de 2010.