Hoje
o Espirito Santo do Senhor Deus deu uma leve passada no meu quarto quando
estava ouvindo uma musica e logo após isso Jesus me ensinou algo pela revelação
de sua palavra no livro de Marcos capitulo sete nos versos 24 a 30 e eu quero
compartilhar com vocês.
Jesus
está interessado na sua resposta diante das situações adversas da vida.
Quando
Jesus disse para a mulher que veio e se ajoelhou aos seus pés pedindo ajuda
para sua filha que estava endemoniada, Ele usou uma metáfora que nos deixa
chocado ao ler o texto, quando Ele diz que “não
é certo tirar o pão dos filhos e joga-lo aos cachorros”.
Eu
acredito que com a índole que eu tenho, com o ímpeto e o excesso de justiça
própria, tivesse ouvido uma resposta dessas de Jesus, eu teria brigado com ele no
mesmo instante, teria dado lhe uns murros com certeza, pois essa resposta de
Jesus a um pedido de ajuda de uma mulher aflita e ainda estrangeira teria sido
bastante difícil para minha compreensão.
Nós
às vezes recebemos resposta que não estamos acostumados, pois estamos em uma
cultura onde não sabemos dizer não às pessoas que vem ate nós, mesmo que não
podemos ou não queremos ajudar ou fazer o que foi pedido, preferimos contar uma
mentira, dizendo que não temos tempo, que o carro está quebrado, por isso não
posso dar carona, não posso emprestar porque não é meu ou não posso ajudar
porque não tenho, entre outras respostas mentirosas como essa.
Para
nós Brasileiros é melhor mentir do que dar uma resposta negativa, do que
responder o que realmente pensamos.
Quando
Jesus responde de uma forma “dura” para a mulher estrangeira que veio buscar
ajuda, me leva a colocar em duvida o caráter doador, bondoso, cuidadoso de
Jesus Cristo, mas realmente eu não conheço a mente de Cristo, não conheço os
seus propósitos e por isso é difícil entender certas resposta de Jesus.
Mas
quando eu estava relendo o texto, com um coração mais aberto a aprender e com
senso de justiça menos aguçado, pude perceber que Jesus estava querendo saber
como iria agir essa mulher diante da resposta dele.
Ele
não teria problema algum em dar algo àquela mulher, mas Ele não é como um pai
relapso que apenas dá o que o filho pede mesmo sem saber para que ele precisa;
Jesus estava interessado na resposta daquela mulher, para saber como andava o
coração dela, como estava o nível de orgulho dela, pois quando temos muito
orgulho, podemos nos ferir, podemos causar grandes problemas com nosso próximo
entre outros problemas.
Quando
Jesus quer saber quais respostas damos a Ele diante das situações adversas é
para nos ensinar algo, nos mostrar o que realmente precisamos e como podemos
encontrar o que nós precisamos de verdade.
Quando
essa mulher deu a resposta certa, Jesus não quis mais fazer outros “testes” com
ela, logo a despediu dizendo que ela já poderia ir porque a cura que ela
buscava para sua filha, já tinha acontecido no momento da resposta dela diante
da situação.
Uma
coisa interessante nessa historia é que a cura, a libertação que essa mulher
buscava para sua filha, não foi obtida por imposição das mãos de Jesus e nem
pela palavra dele, mas eu creio que foi a forma com que essa mulher respondeu a
Jesus, que fez com que ela recebesse o que foi buscar.
Mesmo
sem saber, às vezes temos dentro de nós as respostas para nossos problemas, nossas
dificuldades, apenas não cremos o suficiente para intendermos isso, pois Jesus
já deixou tudo pronto para que possamos usar, “se tiveres fé do tamanho do grão de mostarda”, basta crer e
resolver os problemas.
Muitas
vezes a forma como respondemos a situação que Deus nos deixa passar é que irá
definir nosso futuro, que poderá ser de benção ou de derrota.
Eu esses dias passei por situações que não
queria ter passado e acredito que o que está me acontecendo de bom (aos meus
olhos) hoje, atribuo isso as respostas que dei para Deus, hoje percebo isso e
não porque eu seja um bom filho, mas porque estou aprendendo a me calar diante
das adversidades, estou aprendendo a confiar, a crer que quando Jesus entrega
algo em minhas mãos é o melhor para mim, ainda que tenha aparência de morte
prematura, ainda que tenha aparência de perda, de desgastes emocionais, de
despedidas... Mesmo assim o melhor é confiar em Deus, o melhor é Crer.
O
que estou buscando esses últimos dias não é por mais fé e sim por menos
incredulidade.
Joberson
Lopes, 30 de junho de 2012 em Ywam Tyler, Tx.








