terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ouvindo o Espírito Santo





Hoje de manha o Espírito Santo veio em minha casa e me chamou para conversar, ele queria bater um papo, queria me ouvir falar, me ouvir contar-lhe como eu estava como estava meus sentimentos, como estava minha ansiedade, minhas expectativas, mas eu tava com tanto sono, que quase não ouvi e nem entendi que era Ele querendo conversar, achei que era apenas mais um sonho tolo, sonho de “barriga cheia” como dizem por ai, mas eu acabei cedendo ao chamado do Espírito Santo e fui conversar com Ele.
 Demorei a entender que era o Espírito Santo com saudades de falar comigo em horários diferentes dos normais com os que eu falo com alguém, alias é apenas Ele que me chama para conversar nesse horário, acho que é porque em outros horários do dia quando Ele quer falar comigo eu não consigo ouvir a Voz dEle, pois tem tantas vozes falando, tantas oportunidades, tantas ofertas, tantos negócios, tantas propostas, que eu não consigo achar um tempo para conversar com Ele...
 Fiquei imaginando hoje pela manha, como é difícil entender que o Espírito Santo está falando conosco, como é estranho ouvir alguém tão importante e tão próximo de nós, alias tão dentro de nós e muitas vezes não conseguimos entender o que ele quer de nós, parece ate que Ele usa uma língua diferente, mas quando conseguimos entender que é Ele que está falando, vemos que é a linguagem mais simples possível que Ele está falando.
 Vejo como sou tão negligente ao ouvir o Espírito Santo, quando não dou atenção ao que Ele me fala, pois sempre parece ser coisas da minha cabeça... Um dia eu estava trabalhando e um ébrio passou na loja onde eu estava e eu senti uma enorme vontade de falar com aquele homem e saber por que ele não parava de beber, porque ele estava largado como se a vida não tivesse sentido; Fui conversar com ele e perguntei a ele o que estava no meu coração e ele me respondeu que para ele não tinha mais jeito, que ninguém dava chance para ele e outras coisas, daí eu falei que levaria ele para uma clinica de recuperação de dependentes químicos, e ele ficou feliz e disposto a sair da rua e ir para a clinica.
 Eu marquei com ele depois do expediente, de levá-lo para essa clinica, falei a ele para ficar ali por perto da loja que assim que saísse da loja as 18:00 horas iria conseguir um carro emprestado e levá-lo, ele concordou e eu voltei ao meu serviço, quando fui encontrar com ele no horário marcado, não estava lá, procurei por ele, mas não o encontrei e fui embora para casa, e como era um sexta-feira só voltaria a loja na segunda pela manha.
 Quando voltei ao trabalho na segunda feira pela manha, vi alguns carros de policia próximos a loja, e quando fui ver o acontecido, era o ébrio que tinha morrido no fim de semana...
Fiquei chocado como Deus deu aquele homem uma enorme chance no fim da vida dele, mas ele não quis, ele não soube entender a voz do Espírito Santo de Deus, eu fiquei imaginando se eu não tivesse falado nada com ele, como eu estaria naquele dia, o que eu estaria pensando a meu próprio respeito se eu não tivesse ouvido a voz do Espírito Santo?
Muitas vezes quando negligenciamos ao chamado do Espírito Santo de Deus, não é Ele quem sofre, mas somos nós que recebemos as conseqüências de termos sidos negligentes.
Tem um versículo na bíblia em Hebreus capitulo 3 e versículos 7-8 que diz: Assim diz o Espírito Santo: Hoje se ouvires a sua voz, não endureçais os vossos corações... E esse versículo está falando do povo hebreu que estava no deserto e não deu atenção ao que o Espírito Santo estava falando e por isso padeceram quarenta anos no deserto, pois foram negligentes ao Espírito Santo de Deus. Quando ouvimos ao Espírito Santo ou como alguns chamam a “voz da consciência”, quase sempre não damos à atenção correta para Ele e quem sempre se da mal, somos nós.
O que o ser humano tem de mais próximo de Deus, é a presença do Espírito Santo e quantas vezes em nossas orações clamamos por estar próximo de Deus, por ouvi-Lo, mas quando Ele fala, nós não entendemos ou não queremos atribuir ao que entendemos ao Espírito Santo? Quantos de nós já passamos por algum caminho e tivemos uma duvida ou uma vontade de mudar de rumo, ou entrar em uma rua ou mesmo não entrar e acabamos pensando que isso é apenas um pré-sentimento que temos e deixamos isso de lado e acaba acontecendo algo de ruim...
Quantas vezes eu já ouvi falar que “Instinto” de mulher não falha! Será que as mulheres são mais instintivas que os homens ou será que são sensíveis ao Espírito Santo?
Quero ter de Deus, sempre próximo de mim, esse Espírito que me guie por onde eu estiver andando, que me ajude em decisões, que me acorde pelas madrugadas para falar comigo ou mesmo para me ouvir, quero conseguir sempre ouvir o Espírito Santo, mesmo sendo nas madrugadas com muito sono.
 Como me é importante saber que Ele se importa comigo e insiste em conversar comigo, insiste em avisar algumas coisas, como é bom ser lembrado pelo Espírito Santo nesses dias de esquecimentos, nesses dias onde o que importa é se lembrar apenas dos interesses pessoais, dos interesses lucrativos.
- Amigo onde quer que tu vás, o Espírito Santo estará contigo, estará falando e te instruindo o que deves fazer, não negligencie o Espírito Santo.



Joberson Lopes, Samambaia 28 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vale dos Sentimentos



                                                                                                       Contribuiçao Wallis Galeno                   

Era uma vez um lugar onde moravam todos os sentimentos do mundo, e cada qual com as suas virtudes: a Alegria, o Desejo, a Confiança, o Otimismo, a Gratidão (...)

Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem, mesmo os sentimentos sem qualidades morais como o Orgulho, a Vaidade, a Inveja, não tinham problemas entre si. Mas era lá no fundo do Vale (na última das casinhas), que morava o mais bonito dos sentimentos: o Amor!

Ele era tão bom, que quando os outros sentimentos chegavam perto dele eram influenciados e se transformavam, pois sabiam que, dentre eles, o Amor era o mais sensato. Porém, no mesmo Vale, num outro extremo, existia um castelo, e lá também morava um sentimento, só que este não tinha nadinha de bom, era insensível demais, e seu nome: Ódio

O Ódio de tão ruim que era, não gostava de nenhum dos moradores do Vale, por isso, sempre acordava de mau humor e sempre procurava fazer de tudo para estragar a beleza do lugar... Certo dia teve uma idéia: Foi até ao salão sinistro do castelo e preparou uma poção. Era a poção mais esquisita que havia, a qual deu o nome de “estraga-prazeres”. A fumaça daquela poção tomou conta de todo o Vale e se transformou numa tempestade, uma tempestade como nunca se tinha visto antes. Então o céu do lugar se encheu de raios, soprou uma ventania tenebrosa e em seguida, caiu o pior de todos os temporais... Todos correram para se proteger.

O Egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para trás; a Avareza recolheu tudo o que era seu antes de se abrigar; o Nojo, a Arrogância, a Angústia, o Medo, a Culpa e até a Indecisão conseguiram chegar em suas casas a tempo, TODOS, menos o Amor (ele estava tão preocupado e ocupado em ajudar aos outros sentimentos, que acabou ficando para trás). Então, uma coisa medonha aconteceu: um raio bem forte atingiu em cheio o Amor, que desfaleceu, e por isso, o Ódio deu então por cumprida a sua tarefa e se afastou... A tempestade passou, e os sentimentos puderam enfim abrir suas janelas, aliviados. Mas ao saírem perceberam que havia algo diferente no ar, algo que nunca haviam sentido antes, foi então que eles viram o que havia acontecido com o Amor.

- Ele não se mexe! Está tão parado! Está frio! acredito ter morrido!

A Tristeza se pôs a chorar; o Desprezo “não tava nem ai”; a Coerência perdeu a razão; o Otimismo mudou de postura; a Confiança dali sumiu e a Alegria perdeu o encanto, e pela primeira vez na vida, não sorriu...Acontece que, ao mesmo tempo, a Vaidade, a Inveja e o Orgulho imediatamente se fizeram presentes, e sem dó, sem mágoa ou remorso, discutiam entre si, quem deles seria o substituto. Foi ai que coisas estranhas começaram a acontecer: os sentimentos começaram a ter desavenças entre si, porque sem o Amor para uni-los, as diferenças sobressaíram.

A situação estava bem ruim, mas mesmo assim eles repararam que estavam sendo observados, era alguém que eles não conseguiam ver, mas que podiam sentir. E aquele ser estranho e invisível, aproximou-se do Amor, e, tocando-o, o Amor renasceu...

- Ele não morreu! O Amor não morreu! - gritaram os outros sentimentos.

Foi ai que o Amor, junto com a Gratidão, agradeceu ao Estranho, e todos puderam saber quem Ele era:

- Obrigado, ESPÍRITO SANTO de DEUS!

E todos comemoraram, porque o Amor estava de volta, e porque agora sabiam que nada poderia impedi-lo de atuar, com o Espírito estando por perto a ajudá-lo... E, momentaneamente, a Paz e a Harmonia voltaram ao Vale dos Sentimentos!

"O Amor é paciente; é benígno; o Amor não arde em ciúmes; não se ufana; não se ensoberbece; não se conduz inconveniente; não procura os seus interesses; não se exaspera; não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta. O Amor jamais se acaba. E assim, permanecerão esses três: a Fé, a Esperança e o Amor... O maior deles, porém, é o Amor" (I Corintios 13: 4 a 7, e 13)

Wallis Galeno