O maior desafio da mudança é decidir mudar, pois sair do conforto habitual, da rotina, da segurança para um algo desconhecido é um desafio enorme, mas para piorar essas situação ainda temos que encarar a decepção das pessoas que irão ficar e que não aceitam a nossa decisão de mudar.
Toda mudança é um pouco traumática,
quase nunca conseguimos ser agradáveis a todos, pois são muitas diferenças de gostos,
então certamente iremos desagradar a alguns em nossas mudanças, seja ela de
qualquer ordem.
Eu sempre gostei de mulheres com
cabelos longos, (uma herança assembleana talvez) e quando conheci a minha
esposa, ela tinha cabelos longos, mas depois de algum tempo de casados, ela
resolveu inovar e cortou seu cabelo curto, bem curto e isso para mim foi frustrante.
Eu não me opus a ela, porque é questão de gosto pessoal e tenho que respeitar,
mas achei estranha essa mudança, mas depois conheci uma amiga, Simone Maia, que
usa cabelos curtos, desde que a conheci e sempre achei normal o cabelo curto
dela, então entendi que o meu problema não é o tamanho do cabelo, mas sim a
mudança.
As mudanças sempre serão um pouco
traumática, seja pelo corte do cabelo, seja mudança de casa, mudança de emprego,
mudança de namorado (a), mudança de pastor, mudança de igreja, mudança de função
entre outras coisas mais. Mudanças quase sempre são excelente para quem esta
passando por elas, mas com certeza vai ser recebida de uma forma diferente para
que não esteja mudando ou não está sendo mudado.
Eu entendo que deixar o outro
seguir seu rumo, andar pelos suas vontades é muito difícil, pois temos um apego
ao que amamos ao que conquistamos e por isso quando nos deparamos com uma
mudança, pode nos causar alguns transtornos, mas acredito que isso também faça
parte do processo de mudança.
Lidar com o sentimento de perda é
complicado para a maioria dos seres humanos e no caso das mudanças, nos
sentimos lesados, sentimo-nos que algo nos foi “roubado” e isso gera em algumas
tristezas, decepções, iras, desconforto e muitos outros sentimentos de DERROTA.
Mudanças é uma fase bem legal,
mas às vezes bem complicada, porque vivemos na ansiedade de mudarmos e por isso
vivemos sonhando como será o novo, imaginamos o que faremos no novo lugar, como
serão os novos amigos, os novos vizinhos, quem pode ser o novo namorado (a),
como serei recebido no novo emprego, como ficara o novo look com a nova cor do cabelo entre outras coisas mais. Tudo isso é
muito bom, mas tem um detalhe: ainda não mudamos e por isso, não vivemos nem no
futuro, devido ainda não estarmos lá e nem o presente, pois não temos mais
ânimo para dar continuidade à velha vida, nos empenhar no antigo emprego, etc.
Os cuidados que estou buscando
ter agora nessa etapa da minha vida de mudança é a de “terminar” bem o meu
tempo onde estou, pois irei sempre ser lembrado pelo fim das coisas que fiz e não
pelo começo ou pelo meio do caminho que percorri.
Buscar entender as pessoas que
iram ficar na antiga cidade (no meu caso mudança de casa) e tentar entender os
sentimentos delas é outro desafio que tenho trabalhado em minha mente e por
fim, tentar não viver o futuro, não viver ansioso e acabar não dando atenção ideal
ao presente que estou vivendo, pois começar bem é bom, mas terminar excelente é
melhor ainda.
Joberson Lopes 25 de novembro de
2012.










