quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Gay, não se mate





    Como disse o poeta Maluco Beleza, Raul Seixas: “essa noite eu tive um sonho de sonhador”; Eu hoje sonhei com um amigo gay que se matou e que na realidade ele não era o meu amigo mais intimo, fomos colegas de profissão e algumas vezes estávamos em lugares com amigos em comum e ele acabou entrando para o meu rol de amigos-colegas.

    Nesse sonho eu encontrei esse amigo, acho que em uma festa, ele estava bem vestido, com um namorado que eu  não conhecia e quando eu o vi, o cumprimentei e continue a conversar com alguém que estava ao meu lado, e por alguns momentos eu olhei no rosto dele e vi algumas lagrimas rolarem, mostrando bastante triste e amargura e então eu parei a conversa e olhei para ele, e perguntei: Ximenes, porque você foi embora para tão distante da gente? Por que você fez isso como a gente?

    No sonho eu não sabia que ele estava morto, mas tinha a certeza que ele tinha ido para longe de nós, os amigos. Ele me olhou e disse, com uma cara de quem estava desabafando: Eu fiquei sabendo que você e outros falaram mal de mim em uma festa e por isso eu fui embora. E nesse instante eu fiquei olhando para ele sem poder argumentar, pois eu não lembrava de ter falado nada, mas que com certeza poderia ter falado sim, pois quase sempre que nos encontrávamos, estávamos bebendo e bêbado conversa demais e em meio a esse tempo pensando, ele foi embora e eu acordei.

    Eu não sou de sonhar muito e nem sou de lembrar sonhos, mas sempre que lembro, foi porque acordei na hora do sonho, como agora e quando me lembro do sonho é porque está trazendo alguma mensagem para alguém, para mim mesmo, ou algo revelador. E nesse caso, eu acredito que seja um sonho de admoestação para muitas pessoas.

    Eu não acredito que meu amigo Ximenes, tenha se matado por minha culpa, ate porque nós não éramos os melhores amigos do mundo e então a minha opinião não era de grande importância em sua vida, mas o fato de me fazer escrever esse texto é de saber que isso é uma triste realidade hoje: Muitas jovens gays estão se matando pelo fato de alguém que eles amam, que são figura de autoridade na vida deles ou algo assim, emitem opiniões que desagradem a eles, que os deixa triste e com isso acabam se matando em função do que os outros pensam ou estão dizendo a seu respeito.

    Eu não sei se uma pessoa nasce gay, não sei se uma pessoa se torna gay por um comportamento aprendido ou por opção, não sei se a causa foi um abuso sexual,(nem sei se exista uma causa) ou por falta de figura paterna, como também não sei se é uma doença ou uma dadiva, mas o que sei é que a opinião alheia não pode ser tão importante na vida de alguém, ao ponto desse alguém, (em geral gays) se matarem.

    A opinião alheia terá o valor que eu dou a essa opinião, e como a palavra está dizendo é apenas uma OPINIÃO, e não uma ordem, e não um mandamento. Você só será aquilo que você quer ser, pois ninguém nessa vida, tem autoridade suficiente para dizer quem você é ou que você seja, pois Deus em sua infinita sabedoria, deu ao ser humano a livre escolha de ser o que quer que seja, de seguir o caminho que quiser seguir e concernente a isso Ele chamou de LIVRE ARBÍTRIO.

    A mídia tem a opinião dela, o seu pai tem a opinião dele, a sua mãe tem a dela, os seus amigos, vizinhos, chefes, namorado, familiares entre outros, tem a opinião deles, mas isso não significa que você seja o que estão dizendo de você; Você não tem obrigação nenhuma em seu o que a sociedade diz que você seja, pois você tem livre escolha do que fazer ou ser da sua própria vida.

    Apesar de esse texto ser endereçado aos gays, isso não é um “privilegio” apenas dos gays, de darem ouvidos demasiado ao que dizem deles, mas de muitas outras pessoas também. Eu estava conversando com minha esposa e dizendo a ela sobre o grande valor que ela dá ao que alguns familiares dela dizem ao nosso respeito, e encorajei ela como estou fazendo aqui especificamente aos gays, para não dar importância em demasia ao que estão dizendo, ou que supostamente vão dizer, pois quem tem boca fala o que quer, mas isso não quer dizer que eu tenha que entronizar essa opinião dentro de mim, e viver isso como regra de vida.

    Nós seremos sempre aquilo que planejarmos para ser, pois Deus o pai criador de todos, inclusive de nós os pecadores, nos deu livre arbítrio para decidir a quem devemos dar ouvidos, nós temos dentro de nós a chance de escolher a quem seguir a quem irá ser figura de autoridade em nossas vidas e isso é o que diferencia os seres humanos de maquinas programáveis, entre outras coisas mais.

    Eu não sei o motivo que levou meu amigo Ximenes, um rapaz bonito, inteligente, cheio de vida pela frente, no auge dos seus 30 e poucos anos, tomar veneno e dar fim a própria vida, mas posso imaginar que se ele tivesse a oportunidade de rever os amigos e conhecidos, ele derramaria aquela lagrima de arrependimento, pela separação eterna que ele fez com o ato de suicídio.

    Eu não sei onde ele está agora, e isso não compete a eu saber, mas acredito que se ele tivesse deixado o curso natural da vida seguir, ele estaria tendo muitas alegrias, mesmo em meio à falsidade, mesmo em meio a disse e me disse, a apontamento de dedos, a bullying, a brincadeiras de mau gosto, mesmo diante de uma sociedade discriminadora, uma sociedade homofobia, mesmo em meio a uma igreja acusadora, mesmo a tudo isso e muito mais, a vida pode ser mudada, pode se tomar novos rumos, pode se mudar de endereço enquanto há vida, mas após um suicídio, não tem como mais mudar seus vizinhos no cemitério.



 Joberson Lopes, Recife 27 de novembro de 2013.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Inevitáveis Comparações


    Eu estava lembrando um tempo em minha vida que estava desempregado e a vida estava numa fase ruim, eu andava muito pra baixo, a esperança em mim já não esperava mais nada, tão jovem e com pouca perspectiva de melhora na vida e me lembro naquele momento, que o que eu mais pedia a Deus era para conseguir um serviço. 

   Eu conversava com amigos e eles trabalhavam em construção civil, como ajudantes, outros em supermercados ajudando na manutenção das lojas, outros sendo vendedores de seguro e eu ficava imaginando se eu pudesse ter um salario como o deles, que não era mais que um salario mínimo, seria o sonho realizado em minha vida.

   As minhas ambições naquele momento não era mais que isso, ter uns vales transportes, uma cesta básica mensal e um salario mínimo, isso seria para mim, a realização de um sonho.

   Quando consegui esse emprego dos “sonhos” fiquei muito feliz, mais parecendo uma criança recebendo presente e quando recebi o primeiro pagamento, foi mais felicidade ainda, ate o dia que conversei com outro amigo e ele me disse que ganhava quase dois salários mínimos e que comprar isso e aquilo e ainda sobrava dinheiro. Nesse momento eu já fiquei desanimando com esse novo emprego e mais desanimando ainda com o salario mínimo no fim do mês. Aquilo que para mim foi um sonho, agora se tornou um pesadelo, pois era uma “miséria de salario” e não mais um sonho realizado.

   Na bíblia Jesus conta uma parábola parecida com essa minha estória, sobre um dono de uma vinha que precisa de trabalhadores e foi à cidade procurar quem estava precisando de um dia de serviço, e contratou vários homens e acertou o salario de um denário por dia trabalhado, e os trabalhadores ficaram hipermega-felizes, mas o patrão precisava de mais gente para trabalhar e voltou mais tarde a cidade e consegui mais trabalhadores, mas esses últimos trabalharam menos que os primeiros, devido a hora que eles chegara ao trabalho, mas o dono da vinha, pagou a todos o mesmo valor de um denário e é nesse momento da parábola que se parece com a minha estória, pois os trabalhadores que tinham ficada hipermega-felizes com o salário de um denário ao dia,  agora ficaram com raiva e reclamaram com o dono, por se acharem no direito de receber mais, por terem trabalhando mais que o outros, visto que o patrão pagou o mesmo valor a todos.

   Um dos maiores problemas aqui não é monetário, mas sim sentimental, pois antes quando não se tinha nada, o valor inicial era a maior benção do mundo para aqueles homens e para mim, era um sonho realizado, mas após ser realizado o sonho, aquilo que era benção se tornou em derrota, pois já causou sentimentos ruins e não pelo valor, pois continuo sendo o mesmo, o que mudou foram os sentimentos.

   Temos que aprender a lidar com nossos sentimentos não necessariamente com o que temos ou não temos, pois os valores nem sempre são o mais importante, apesar de ser o mais buscado por quase todos. Temos que aprender a controlar o nível de ambição que temos e tentar esquecer as comparações. Já disse Rubem Alves que a comparação é um dos grandes problemas do ser humano.

   Quando nós nos comparamos com outros, geralmente surge um problema que não existia, pois nunca ou quase nunca fazemos essas comparações com alguém menor que nós, sempre queremos ver o quão grande somos.

   A sociedade hoje luta por 10 reais que se têm a ferro e fogo para não ter prejuízo dele, mas às vezes vamos à igreja e ofertamos 100 reais, e com isso eu vejo, que não é o valor que está saindo do bolso que realmente é o importante, mas sim o sentimento que temos em relação as nossa perdas e ganhos, pois se acharmos que estamos perdendo 10 reais, isso pode levar muitos a uma dia estressante, mas se no mesmo dia formos a algum lugar ou igreja e doarmos 100 reais, isso não vai nos ofender em nada, pois o sentimento que esta sendo criado pela doação, é um sentimento bom. 

   Como isso podemos concluir que o problema não são os valores monetários, mas sim a importância que damos a esses valores ou sentimento que temos ao ter ou perder esses valores.

   A bíblia já nos ensinou que o sentimento de Amor ao dinheiro é a raiz de todos os males!



Joberson Lopes,  Lindale Tx - EUA 24 de setembro de 2013.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Além da curva



   No fundo da minha casa tem um lago, onde às vezes pesco, às vezes sento de frente para meditar; é uma bela paisagem onde sinto muita tranquilidade, por isso às vezes vou ate lá fora olhar para o lago e falar com Deus, mas apenas hoje, me dei conta que esse lago tem uma curva, mas que eu não sei onde essa curva vai parar, devido à posição que fico.

   Na minha vida, por muitas vezes eu me pego olhando para frente e conseguindo enxergar adiante, como um lago sem curva, com uma estrada reta, mas em outros momentos, vejo curvas, algumas que posso ver para onde está indo e outras que apenas sei o rumo, esquerda ou direta, mas não consigo enxergar além.

   Curvas sem visão além, me traz insegurança, me faz andar com cuidado, com medo, pois não posso ver o que está adiante e esse momento da vida é onde eu ando com mais cuidado, pois é novo para mim e por isso vou mais de vagar.

   Estar disposto a viver é está disposto a andar por curvas e não apenas por estrada reta ou por lagos e rios com direção única; (A vida seria muito monótona se fosse apenas uma estrada reta e em velocidade constante).


   A velocidade e a direção de nossas vidas tem época que vai a 170 km/h ou mais, mas tem épocas que não passamos dos 20 km/h ou menos, pois temos curvas a passar e nelas temos que diminuir, têm lugares para olhar, temos pedras no caminho, que nós fazem diminuir o ritmo, mas que também faz parte do trajeto e não é porque não é uma estrada reta e de velocidade constante, que não faça parte do caminho.

   Muitas pessoas têm dificuldades em mudar de caminho, em pegar outra direção, em diminuir a velocidade, em fazer uma curva, simplesmente pelo fato de não está no planejado.

   A última grande viagem que fiz de carro foi de Brasília a Recife e eu escolhi uma direção a seguir, pelos conselhos de outras pessoas que já tinham feito o mesmo trajeto e esse conselho me deu certa segurança em fazer o trajeto, mas que não era o único trajeto a fazer e também não foi da mesma forma como o conselheiro me disse, pois eu estava em carro diferente, em dia diferente, em estação do ano diferente, com pessoa diferente dentro do carro, com expectativas diferentes, apesar de está na mesma estrada e com o mesmo rumo.

   A experiência do próximo pode ser boa e pode me trazer certa segurança, mas só depois que passamos pelas nossas próprias experiências é que podemos dizer como foi à viagem.

   Uma curva a frente pode parecer muito ruim para mim, mas para outro pode ser apenas mais um trecho da viagem, então o problema não está nas curvas e nem nas retas, ou nas estradas ou direção que o lago está indo, mas dentro de cada pessoa, pois temos que aprender a lidar com nossas expectativas, nossos medos, nossas incertezas, porque qualquer estrada que tenhamos que andar, vai ter curvas, retas, entre outras coisas mais, mas o diferencial vai ser a individualidade do viajante.

   Eu estou entrando em uma curva na minha vida, pois tinha planejado sair de Brasília para Recife, de Recife para EUA e daqui para África, mas pela bondade de Deus, recebemos um presente dele, chamado Julia e eu não me sinto confortável em levar minha pequena para um país sem muita estrutura e algumas outras razões pessoas que tenho, que me impende de ir nesse momento para África.

   A minha estrada que estava parecendo reta, nesse momento começa a aparece no horizonte, uma linda curva, que não sei onde vai parar, mas que aponta para o nordeste Brasileiro, mais precisamente para o Recife; como toda mudança, têm gerado as inseguranças, os medos, as desconfianças, mas como disse antes, o problema não é a curva, mas os viajantes.

   Há tempo para todas as coisas nessa nossa vida e pode chegar o dia em que você vai se deparar com uma curva e nesse momento não temos que ter medo de ir a diante, ainda que não consigamos ver o outro lado, pois é pela fé que vivemos e não por vista.



Joberson Lopes, Lindale Texas EUA 23 de agosto de 2013.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aquilo que não me mata, Engorda.



   
O filosofo, Friedrich Nietzsche disse: “Aquilo que não me mata, me fortalece”; Uma frase curta, mas muito profunda, pois traz uma grande verdade de ensino para aqueles, que como eu, gosta de pensar sobre a vida, sobre os acontecimentos inerentes a ela.

   Tenho aprendido sobre essa filosofia na pratica, através da vida integral em missões, pois tudo dentro da vida missionário (ou quase tudo) é vivido com muita intensidade, tanto a alegria como a dor, e temos muitas alegrias vivendo o chamado ministerial, mas isso não nos isenta de termos nossas muitas dores, nossos muitos choros.

   Alguns dias atrás, minha esposa me disse “Estou com muita saudade de casa, queria está em casa agora”. Parece uma frase simples para quem está tirando o tempo de férias em viagem, mas para quem simplesmente desfez a casa que tinha, para viver na “casa dos outros”, isso é de doer na alma, pois sabemos que não temos uma casa para voltar. Não que não podemos ter essa casa, mas escolhemos abrir mão de viver nesse conforto, chamado lar, para morar em comunidade missionaria.

   Mas como disse o filosofo, eu e muitos outros também já dissemos antes de conhecer esse filosofo, só que dizíamos de uma forma mais pobre e sem filosofia: “o que não mata, engorda”, e isso é o que tem acontecido conosco, estamos aprendendo a viver sem algo que desejamos muito e acreditamos que tudo isso tem um proposito divino para nossas vidas e para vidas de pessoas que iremos conhecer.

   Eu estou iniciando meus passos no mundo da fotografia e fiz uma foto de um arvore debaixo para cima, pegando o tronco, e fiquei olhando a foto e pude ver o quando aquela arvore é forte, e que pode sustentar muitos galhos nela, muitas folhas, pessoas podem subir nela, pessoas armam redes e colocam cordas apertadas nela, batem prego, encostam-se e a arvore está lá “paradona”,  como se nada estivesse acontecendo com ela, devido a casca grosso que ela adquiriu com o decorrer dos anos.

   Acredito que conosco, seres humanos, é da mesma forma, pois eu com uma recém-nascida dentro de casa, posso ver o quanto ela é frágil, o quanto a pele dela é lisinha, macia, parece que qualquer coisa pode quebra seus ossos, pois é muito novinha, como a “casquinha dela é frágil”.

   Se observarmos uma pessoa idosa, com saúde, você pode ver muita paz, muita tranquilidade diante das coisas da vida, força, sabedoria e notoriamente se vê que são atributos que essa pessoa ganhou ao adquirir mais idade, a ter vivido mais, a ter engordado mais e morrido menos, podemos ver o quanto essa pessoa é “casca grossa”.

   A saudade que temos de casa, a vontade de ter algo e não poder, o choro pela saudade da família, a insegurança da vida sem remuneração certa, entre outras coisas mais, fortalece a cada dia mais os que não desistem e continuam sua jornada, sabendo que as aflições do presente não são para se comparar com a gloria futura.

   Tendo isso em mente, podemos admitir para nós mesmo, que não estamos sendo atribulados, mas estamos sendo fortalecido, pois mais adiante, usaremos dessas experiências ruins, para segurar alguém em nossos galhos, para deixarmos alguém encostar-se em nós; podemos ter forca suficiente para que os fracos se pendure em nós, armem suas redes, batam seus pregos em nós,  pois esse é o ciclo da vida, uma dia você se pendura em uma arvore e outro dia você é a arvore que alguém irar se pendura.

   Prosseguimos sabendo “que o que não mata, engorda” ou “o que não me mata, me fortalece”.



Joberson Lopes, Lindale Texas, EUA 14 de agosto de 2013.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Balançando o coqueiro para a gloria de Deus




Na missão tem um dito popular entre alguns missionários sobre buscar recurso que diz: “fulano esta Balançando o coqueiro”; o que significa que esse missionário quando está perto de alguém contando sobre sua vida ou sobre outra coisa qualquer, vai logo dizendo sobre suas necessidades financeiras para ver se “cai algum cocô” dessa balançada, depois de dizer nas entrelinhas ou diretamente mesmo o que está precisando ou o que está querendo.
Eu estava meditando no episodio em que Jesus envia os 12 para falar sobre o Reino de Deus e os avisa: não levem nada pelo caminho, nem bordão (na versão em inglês bordão tem mais sentido, pois traduz como Staff, em português seria obreiro), nem saco de viagem, nem pão, nem dinheiro, nem uma túnica extra. Lucas 9:3; e nessa meditação eu estava lembrando essa tal “balançada de coqueiro” que vejo quase sempre quando recebo cartas informativas de missionários; Não sou contra ninguém informar sobre o que necessita, mas não precisa fazer uma historia mirabolante e longa, cheia de desculpas para simplesmente pedir dinheiro.
Essa pratica de balançar o coqueiro vira algo tão corriqueira, que às vezes queremos fazer isso com Deus, indo ate Deus em oração e informando a Ele nossos desejos e necessidades e no meio dessa informação vem à “balançada” em forma de historia de terror!
Jesus ensinou e alertou aos 12 que não levassem nada no caminho quando saíssem a falar do Reino de Deus e acredito que Jesus não disse para levarem, porque o natural do ser humano é antes de sair em uma jornada de fé, é buscar firmar seu pé em um porto seguro humano para depois seguir sua jornada; mas com essa atitude, muitas vezes, estamos dizendo para Jesus que não confiamos plenamente nEle e nem em seu suporte e sim no que carregamos, nos bordões ( ou ajudas) que estamos levando no caminho.
Quando Jesus ensina que devemos pregar o Reino de Deus e logo mais a frente Ele diz que o Reino de Deus não é comida e nem bebida, Ele quer nos ensinar que o Reino não é nada perecível, que são coisas impagáveis, incomparáveis, são coisas onde não precisamos de dinheiro para tê-los, pois não tem valor mensurável, como PAZ, JUSTIÇA, LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE, MANSIDAO, DOMINIO PROPRIO.
O Reino de Deus não se traduz em bens que acumulamos ao decorrer da vida como a teologia da prosperidade ensina, mas em como dominamos os nossos próprios sentimentos; acredito que se traduz com as ações que temos diante dos conflitos diários, mostrando que temos domínio próprio para reagir a situações difíceis com habilidade celestial, que vá glorificar Deus, que vai mostrar quem é o nosso Rei e do que Ele é cheio.
O Reino de Deus não é para mostrar quem somos, mas para apontar o que devemos ser em Cristo, como devemos agir tendo as marcas de Cristo em nós, agindo diferente dos padrões impostos por esse mundo cheio de esquemas e facilidades.
Eu entendo que nós seres humanos, temos a natureza de não confiarmos em Deus, e muitas vezes ensinamos que viver o Reino de Deus é não ter falta alguma em nossa jornada de vida, mas não foi isso que Deus disse, não foi isso que Jesus ensinou aos seus discípulos.
Eu não gosto de ficar sem dinheiro, mas é muitas vezes nesse tempo que conseguimos ouvir Deus falar de uma forma mais clara, pois estamos vazios (literalmente) de nossa humanidade, de nossas seguranças e como não temos para onde ir e em quem confiar, nos apegamos a Deus.
A vida na missão em fé eu sei que não é fácil, mas temos que ter a confiança que Jesus sabe o que está fazendo, e Ele não quer que levemos muita coisa para essa jornada, por que ele quer fazer milagres, ele quer nos ensinar a confiar que ele é provedor, ele quer usar e ensinar outras pessoas a participar dessa caminhada da evangelização, ofertando, ajudando de alguma forma, recebendo missionário em casa, entre outras coisas mais.
Que o Reino de Deus venha para a terra e que nós missionários possamos entender que não precisamos está o tempo todo balançando o coqueiro, pois temos alguém mais interessando em nós, do que nós mesmos e sabe do que precisamos e com certeza vai suprir tudo, ate mesmo a vaidade de ter uma Câmera Canon T3i (balançada) rs.
 

Joberson Lopes Lindale, Texas 25 de julho de 2013.

 

 

 

 

 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ir à igreja e fazer tudo certo

Ir à igreja e fazer tudo certo: essa frase já foi cantada, foi escrita em livros, poemas, foi dita em piadas, em conversas de família, em mesa de bar; É uma frase que permeia a sociedade de uma forma geral, alguns criticando, outros crendo que isso é mudança de vida, outros apenas ouvindo e não se identificando, outros rindo e por ai vai.

O ato de ir à igreja e fazer tudo certo, já foi mais acreditado, mas hoje, em alguns lugares, virou refugio de bandido que não quer ser morto por alguma “trairagem” que fez com seus comparsas e escolhe a igreja como refugio e passa a fazer tudo certo, mostrando que “mudou de vida”.

Eu vou à igreja desde que eu me entendo por gente e sempre fui compelido, ensinado, disciplinado, discipulado a fazer tudo certo, mas isso não me livrou de fazer a coisa errada em diversas vezes na vida.

Fazer tudo certo é uma coisa fácil de cumprir, pois sempre fazemos a coisa certa quando estamos na presença de pessoas que requerem isso de nós. Quase nunca fazemos a coisa errada na frente do pai, mãe, do patrão, da patroa, do pastor porque sabe que se fizer, o porrete vem na hora, à correção entra sem bater na porta.

Ir à igreja ai sim que é mais fácil ainda, pois é só escolher no cardápio religioso de que gosto, gênero, tamanhos, locais e seguir em frente, pois será sempre bem vindo e sempre será uma boa atitude para as outras pessoas, alguém ir à igreja.

O que eu acredito hoje e tento viver, depois de ter ido à igreja e feito tudo certo, é entender que eu não preciso ir à igreja e nem preciso fazer tudo certo, pois Deus que é o criador de tudo e de todos, criou um plano de salvação para toda a humanidade, antes mesmo de nós irmos à igreja e antes de fazermos a coisa certa ou errada.

O que Deus fez por mim foi, me fazer ser igreja em meio aos meus irmãos, amigos, vizinhos que não fazem a coisa certa, não da ótica da legalidade, ou da religião, mas não fazem a coisa certa na ótica de Deus, que é amar ao próximo, o tanto que ele ama e se importa com si mesmo.


Fazer a coisa certa não é entregar o dizimo na igreja para que o pastor e as outras pessoas da igreja saibam o quão generoso você é, mas é saber que na dispensa do seu amigo de trabalho, as sardinhas e os ovos já estão pensando em casamento por passarem o mês todo junto e sozinhos, sem a presença dos amigos carne, verdura, frutas, leite, iogurte, chocolate por perto, como tem na sua dispensa.

Fazer a coisa certa não é pregar um excelente sermão para os irmãos da igreja e receber tapinhas nas coisas, mas é dizer para seu filho ao chegar em casa após o culto, o quanto você o ama, é sentar e jogar vídeo game com ele, é perguntar para sua esposa como foi o dia dela cuidando da casa e das crianças, é olhar para seu empregado e sorrir com ele e perguntar se ele está precisando de alguma coisa em casa, como está passando a família dele (sabia que empregados domestico tem família).

A maior parte do tempo que eu tentei ir à igreja e fazer tudo certo foi o tempo que eu fui mais falso com Deus e comigo mesmo, pois enganava a muitos com a minha aparência, com as minhas atitudes em diversas vezes, fazia as coisas certa para agradar o pastor, aos lideres, mas dentro de mim, muito do que fazia não me dava paz e muitas vezes não faziam sentido nada daquilo.

Hoje quando eu tento ser igreja da forma mais simples, entendo que o ato litúrgico não é o fim em sim mesmo, entendo que não é quantidade de agua, ou se é em rio ou piscina, se é por imersão ou aspersão, se é por um pastor ou por um missionário que se batiza, mas que o importante é o entendimento do que é o batismo e não seus elementos litúrgicos, que tem a importância para Jesus Cristo.

Ser igreja é mais que ir a igreja e fazer tudo certo é compreender o que está se fazendo, com o racional em ação e não o emocional se emocionando com os gritos que se ouve do púlpito; ser igreja é ouvir o grito que vem de dentro de mim tentando conhecer a Deus mais de perto sem as barreiras impostas pela religião.

O que me motiva a mudar de vida, a ser uma nova criatura, não me moldando as regras do sistema que o mundo me impõe é entende o amor de Deus amando mesmo sem ser amado, buscando os que o renegam, esperando por quem disse que não iria voltar... Isso sim faz que a minha vida de cristão tenha sentido.

Entender o verdadeiro sentido do evangelho, que me fazer ser igreja e ir para qualquer uma igreja, pois eu sei que não é o ato de ir à igreja ou fazer certo que me faz ser aceito por Deus, mas pela graça de Deus, eu posso dizer que sou aceito e sigo vivendo minha vida sem culpa, das minhas culpas.

Joberson Lopes Lindale, Texas 17 de julho de 2013.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Construindo Historia



   Esses dias tenho pensado em minha vida e em como está sendo construída a minha historia mesmo sem eu ter tudo planejado.

   Eu não posso dizer que estou colocando tijolo por tijolo porque eu não sei o que estou construindo, pois eu não tenho uma maquete ou mesmo uma planta baixa do que está sendo construído, mas sei que estou construindo algo e algum dia mais a frente eu irei sentar e olhar para tudo que passou e ver em que está dando.

   Às vezes parece loucura caminhar sem um mapa, construir sem projetos, sem saber o que está construindo, mas tenho a plena certeza que estou satisfeito no que estou fazendo mesmo sem saber onde vai parar.

   Nós seres humanos temos dentro de nós uma enorme necessidade de dar sentidos às coisas, mas tem acontecimentos em minha vida que simplesmente não tem como ter sentido ou razão. Outro dia eu era um morador da periferia do Valparaíso, uma cidade confusa de identidade, pois pertence ao estado de Goiás, mas é ao lado de Brasília e diante disso, algumas vezes é uma cidade esquecida pelos governantes e cheia de todos os problemas que muitos conhecem e foi de lá que eu vim e agora estou morando nos EUA.

   Não tem muito sentido nisso, para quem conhece a geografia de Brasília e do entorno dela, pois isso significa que quem morar nessas regiões de entorno, são pessoas que geralmente não tem uma renda maior que 2 mil reais e isso com certeza não é e nem nunca será uma grande tesouro, pois não se consegue morar nem dentro de Brasília que ao lado, imagina no outro lado do continente.

   Vivendo e conhecendo a minha realidade, acredito plenamente em milagre na minha vida, pois nunca fui passear em Caldas novas, que é próximo a Brasília devido à falta de grana extra para isso e agora me vejo morando nos EUA, um lugar almejado por muitas pessoas.

   Se você me perguntar se me orgulho disso vou dizer que sim, mas não do fato de morar nos EUA, mas do fato de não ter planejamento para isso e mesmo assim isso aconteceu fora dos planos e das logicas econômicas.

   O que me traz orgulho é entender através desse testemunho a fidelidade de Deus e a compaixão em ajudar uma alma como eu, que não tem muita coisa boa para se aproveitar e mesmo assim, Ele (Deus) quis gastar seu tempo e plano comigo, fazendo da minha vida uma vida nova e diferente.

   Algumas vezes vem um sentimento de derrota, um sentimento de inutilidade, mas quando lembro que Deus é muito maior do que o que carrego na minha caixa de imaginação, eu aceito que não sou um derrotado por não ter “vencido na vida” como muitos buscam o tempo todo.

   Viver a vida de missionário tem-me trago muitos conflitos, muitos questionamentos, muitos perguntas sem resposta, mas sei que isso deve fazer parte do crescimento e da caminhada. Todo lugar que eu for viver ou qualquer historia que for construir, vou ter que enfrentar esses medos, questionamentos entre outras coisas mais.

   O que posso acrescentar hoje para a humanidade com minha decisão de vida é confirmar que você pode ter suas escolhas e vive-las, mesmo não sendo a vontade de Deus para sua vida, pois se eu escolhi construir sem uma “planta baixa”, isso não significa que é a única forma de construir, é a minha forma de construir, é a forma que eu achei que mais me cabia e me desafiava a viver a vida em fé, mas como a fé é subjetiva, você deve ter a sua e as suas sensações e desafios próprios.

   Eu creio que a excelência em Deus entre outras coisas mais, é nós deixar escolher para onde ir, como construir nossa historia, de que forma, de que velocidade ou sei lá o que. Mas o importante é saber que mesmo Deus sendo superior a todos, eternamente poderoso, o dono de tudo, mesmo assim, ele decidiu nos dar a chance de fazer as nossas próprias escolhas e isso para mim é lindo em Deus, bem diferente dos homens, que querem apenas uma brecha para nós controlar.

   Nessa construção da vida, apesar de poder escolher o que quero construir, eu decidi entregar a liderança desse projeto para meu Pai, meu Deus que tem cuidado de mim e da minha historia de vida.


Joberson Lopes       Lindale Texas - EUA 04 de julho de 13.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Medo de sentir medo



    O medo é algo que muitos têm, mas poucos admitem que o tenha, pois é sinônimo de fraqueza e numa sociedade dos “fortões, sarados, malhados”, muitos acham melhor enfrentar o que lhe causa medo, mesmo que não seja esse objetivo, ao ter que admitir que têm medo disso ou daquilo.

    Eu tenho medo de voar de avião!  Eu disse essa frase em sala de aula e uns amigos de classe ficaram espantados; eu acredito que a causa do espanto não foi por eu ter medo, mas pelo que eles pensam que eu sou, através da minha forma de ser, os levaram a pensar que eu não teria medo de algo que para muitos deles é banal.

    Eu falo firme, tenho um perfil mais braçal e menos intelectual, tenho uma personalidade forte, mas tudo isso não significa que não tenha medo e que não tenha medo de coisas que para muitas pessoas e crianças não seja nada, como viajar de avião.

    O medo não me paralisa, mas me desequilibra, pois eu enfrento o que me causa medo, portanto não me paralisou, mas me deixa sem confiança, fico como que sem base para andar, me faz sentir acuado e sem esperança.

    Muitas pessoas tem medo de coisas que para mim, parece mais infantilidade da pessoa do que medo, outros têm trauma de algo e isso o leva a ter medo, mas eu não me lembro de nenhum trauma sobre viagens de avião, ate porque a primeira vez que viajei de avião eu já era adulto.

    Ter medo para mim não significa fraqueza, mas sim me mostra a minha humanidade mais latente, me faz relembrar o quanto homem eu sou, o quando nada eu sou, pois algo que parece relativamente simples para uma criança, para mim parece ser o impossível.

    Ter medo faz parte da nossa existência e descobrir o que nós faz medo é parte desse processo de existir e acredito que enfrenta-lo ou administrar o medo é algo que vem com a confiança que adquirimos em Deus, pois é quem eu mais penso quando estou viajando de avião (rsrs).

     Eu não deixo de viajar por que tenho medo de avião e nem coloco como preferencia viajar de carro quando possível devido ao medo, mas se você me perguntar se eu gosto de viajar de avião, a resposta é rápida e clara: Não!

    Eu não tenho vergonha de admitir isso, pois é parte da vida de todos os seres humanos e acredito que todas as pessoas tenham algum medo que o ronda às vezes; podemos ate não lembrar ou não termos enfrentando-os ainda, mas que acredito que existam com certeza.

    O medo hoje me fazer repensar naquilo que eu estou fazendo e automaticamente me gera cautela e prudência em coisas que parecem obvias e acredito que isso é uma coisa positiva em sentir medo, pois a maioria dos que morrem afogados são os que sabiam nadar, pois não tinham medo de água funda.

    Ter esse entendimento hoje para mim está me ajudando a diminuir meus erros quando estou consertando carros, pois eu passo a fazer mais cautelosamente, ate mesmo aquilo que para mim pode ser o mais obvio possível, como trocar o óleo de um veiculo. Eu já tive más experiências fazendo o fácil e obvio e dando errado e ficando difícil, simplesmente porque eu já sabia fazer aquilo de traz pra frente e de frente pra traz, mas a falta do medo, o excesso da confiança, a falta de cautela, me fez errar no obvio.

     Sentir medo também foi uma experiência de Jesus na cruz e ate em outras oportunidades eu creio, quando os guardas o procuravam para prender; Jesus pediu a Deus para que não passasse por aquela situação de medo, de angustia, porque não é um bom lugar para se ficar.

    Se mesmo Jesus em toda a sua autoconfiança em Deus e em si próprio teve medo e admitiu isso, porque eu um simples “joão-ninguém” não posso ou não quero dizer que tenho medo?

      Mas vamos prosseguindo eu e Belchior com nosso medo de avião.



Joberson Lopes Lindale Texas, 06 de junho de 2013.




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Orgulho ferido



     Outro dia uma pessoa pediu para eu olhar seu carro e falei o que poderia ser o defeito, pois da forma que estava acontecendo com o carro, poderia ser varias coisas, mas essa pessoa no outro dia levou seu carro para outro mecânico que já tinha arrumado o carro antes, e o mesmo descobriu que ele tinha deixado uma mangueira de ar desligada; Depois de o carro arrumado o dono do carro falou comigo que eu não sabia nada de mecânica, pois o que tinha dito que poderia ser não era e isso mexeu com meu orgulho.

    Acredito que todos nós temos orgulho de ser o que somos, de exercer a profissão que temos, temos orgulho do que nosso filho faz, estuda, pratica, temos orgulho da escolha de vida que fizemos, temos orgulho da casa que escolhemos para morar, temos orgulho de vestir aquela roupa entre outras coisas mais.

    Muitas pessoas simplesmente não se dão conta que às vezes, querendo ou não, ferem o orgulho do seu irmão, dizendo que: Você deveria ser professor em vez de ser oculista, deveria vestir roupas mais escuras e menos claras; Você compartilhar que seu filho é um bom jogador de futebol e sem noção diz: “porque você não viu o filho de fulano”.

    Viver entre pessoas requerer aceitar as escolhas dos outros, requer de nós mais atenção ao que os nossos amigos estão dizendo, pois o que pode parecer sem importância para você é algo de grande estima para quem você gosta, para seu amigo, para seu pastor, sua esposa, sua mãe, seu vizinho.

    Se você não gosta da forma como a pessoa se veste ou a profissão que ela escolheu, o penteado, não precisa sair expondo sua opinião de qualquer forma; acredito que podemos dizer para as pessoas as nossas preferencias, mas isso não significa que a preferencia do outro seja ruim porque é diferente da nossa.

    Saber falar o que pensa em relação ao próximo é uma virtude que muitos precisam aprender a ter, para não sair magoando pessoas por ai, muitas vezes sem saber; Viver é uma arte e quando se vive em comunidade como estou vivendo agora, a arte é ainda mais fina, pois tenho que ter muita cautela com o que vou dizer.

    Temos que ter cuidado ao opinar sobre o orgulha do próximo, pois mexer no orgulho alheio pode custar um pedido de perdão, uma amizade desfeita.

    E dependendo de onde venha essa opinião contraria ao que nos traz orgulho, pode marcar por uma vida toda. Por exemplo, se você for pai e como tal é figura de autoridade na vida de seu filho a sua opinião tem muito mais valor do que qualquer outro que não tem essa responsabilidade, com isso você dever ter cuidado redobrado quando for dizer o que pensa ao seu filho.

    Posso falar com tranquilidade do meu exemplo citado acima, pois não teve tamanha importância, pois essa pessoa em questão não significa muito para mim, então sua opinião não vai mudar em nada na minha vida, apenas usei o exemplo para poder conversar sobre o assunto.

    Então pense em como você tem falado o que você pensa para a pessoa que te admira, para a pessoa que te ama, para quem tem você como figura de autoridade, pois sua opinião pode mudar para melhor ou para pior a vida de uma pessoa.

    Aprender a compreender a opinião alheia é um gesto de amor, pois quando respeitamos o próximo, estamos mostrando que temos as marcas de Cristo em nossas vidas e mesmo pensando totalmente diferente, podemos conviver e aceitar as escolhas alheias, mesmo que isso não tenha sentido na sua maneira de pensar.

Joberson Lopes Lindale, Texas-EUA 08 de abril de 13.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O passarinho que ficou no Ninho


   A mãe passarinha teve vários filhotes e os criava dentro do ninho, dando comida e os aquecendo esperando-os crescerem. A mãe passarinha saia para buscar comida ou outras vezes saia para buscar mais ramos para ir colocando na sua casa (ninho) para proteger seus filhotes.

   Os filhotes cresceram e à medida que foram criando forças, foram aprendendo a voar e foram em busca de seus próprios desafios, uns mais pertos e outros mais longe, mas um desses filhotes resolveu ficar em seu ninho por uma causa que ele achava nobre: Gastar tempo com a família, um gesto nobre e valoroso, mas que como a dose foi exagerada acabou trazendo alguns problemas.

   Esse filhote que não quis sair de casa, às vezes precisava sair do ninho, mas como não era muito acostumado a isso, muitas vezes ficava perdido nos seus voos e tinha que ligar e buscar orientação da mãe passarinha para poder voltar para casa ou muitas vezes estava sem dinheiro e procurava pela mãe para poder compra o que precisava e voltava para o ninho, entendo que estando dentro do ninho estava valorizando a família.

   Os irmãos do passarinho que ficou no ninho, trabalhavam o dia todo, buscavam sua própria comida, uns conseguiram já montar seu próprio ninho e não dependiam em nada de sua mãe passarinha e poucas vezes voltavam no ninho da mãe para fazer alguma coisa, mas quando voltavam era uma festa de alegria quando a mãe passarinha reencontravam alguns de seus filhotes que estavam longe; mas o passarinho que ficou em casa, muitas vezes não se alegrava com a volta dos irmãos, pois dizia que faziam barulho de mais em suas conversas, que sujavam a casa, as louças e depois tudo isso iria sobrar para a mãe passarinho fazer.

   Os irmãos do passarinho que ficou no ninho, tinham a pele mais escura, tinham os pés calejados, não se machucavam com qualquer coisa, eram exímios voadores e excelentes caçadores de seus sustentos, já o passarinho que não quis sair de casa, não sabia levantar seu próprio sustento, vivia as custa da mãe o tempo todo, se precisasse comprar uma cueca, tinha que pedir para mãe; ele tinha a pela muito branquinha, as mãos lisinhas, era muito inteligente, mas não sabia como usar essa inteligência, pois dentro do ninho ele já tinha usado sua inteligência ate onde não o cabia.

   O passarinho que ficou em casa, se feria em seu próprio ninho, pois os ramos que eram feitos os ninhos, às vezes eram duros para dar sustentação ao ninho, e como a pele dele era fina por não sair muito de casa e não pegar sol, o fragilizou ao ponto de qualquer coisa o magoar, qualquer pontinha de galho o furava.

   O passarinho que ficou em casa tinha tanto amor pela mãe passarinha, que tinha em excesso, e que os estudiosos chamam esse excesso de ciúmes, e isso era uma coisa que esse passarinho tinha e muito, então esse passarinho com seu excesso de ciúme, acabava tendo brigas com seus irmãos, brigas com as amigas da passarinha mãe, brigava com deus e o mundo, apenas pelo egoísmo de ter a atenção da mãe passarinha, mas que na cabeça dele, era amor e apenas queria gastar tempo com a família.

   Os passarinhos irmãos que saíram de casa, amavam muito a mãe passarinha, mas entendiam que a vida tem um curso a seguir, que é de crescer e sair do ninho e cuidar da vida e que fazendo isso estará mostrando para sociedade dos passarinhence, que foi bem ensinado pela mãe a como viver a vida, como voar, a como se comportar fora do ninho.

   O passarinho que ficou em casa para gastar mais tempo com a família, acabou por excluir a própria família de seu convívio, mesmo estando dentro de casa o tempo todo, pois não suportava ver seus irmãos conseguirem viver a vida deles, da forma que eles queriam e isso o incomodava tanto, que esse passarinho resolveu sua vida se matando... De inveja, de ciúmes, de vaidade de ter a atenção da mãe 24h e teve seu sepultamento dentro de seu próprio ninho, com seus amigos virtuais do Facebook sendo os convidados do velório.

Joberson Lopes Lindale, EUA 28 de marco de 2013.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Isso não têm sentido!



         
           Muitas vezes que procuro fazer algo, ou comprar algo eu já me asseguro do porque estou fazendo aquilo ou comprando ou dizendo, pois tenho quase certeza que serei indagado por alguém o porquê eu estou fazendo isto ou aquilo, dizendo, ou comprando ou qualquer outra coisa.

             Nós seres humanos temos a necessidade de dar sentido às coisas, pois parece que o que não faz sentido, não tem sentido ser feito, não tem sentido ter ou dizer;

            As crianças são eternas questionadoras do porque das coisas. Você já parou para responder uma criança o porquê das coisas? Ela não desiste, fica te questionando o porquê disso ou o porquê daquilo e ainda questiona sua resposta e eu acredito que essa falta de fé, ou seja, lá que nome dermos, de queremos dar sentido as coisas, nós leva a incredulidades e a questionar Deus.

            No livro de Isaías  no capitulo 45, Deus está falando algumas coisas e uma delas é sobre o barro perguntar ao oleiro o porquê está sendo feito como um vaso?

              Muitas vezes eu me pego questionando a Deus o porquê disso, o porquê daquilo, por que isso acontece dessa forma, por que nascem pessoas deficientes, por que pessoas morrem tão jovens, porque existem doenças sem cura, por que tem catástrofes naturais, entre outras coisas mais e isso que faço nada mais é do que o barro perguntando ao oleiro por que ele está fazendo isso ou aquilo com o barro?

            Essa necessidade de dar sentido às coisas nós causa incredulidade, nos leva a duvidar da sabedoria de Deus, nos leva a pensar que sabemos mais que o próprio Deus e isso nos afasta do Deus criador de todas as coisas.

             A minha carência de dar sentido às coisas e explicações aos outros é tamanha que me faz ser um idiota, pois se você imaginar por alguns instantes, que estivesse fazendo uma pintura de um quadro e no meio dessa pintura você ouvisse o pincel te perguntar: Por que está me usando dessa maneira? Ou ouve a tinta dizer: Essa cor não cai bem para esse lago, por que não usa outra cor?

            Parece loucura pensar nisso, mas é isso que fazemos quando questionamos Deus por que ele deixou que muitos morressem no holocausto?  Por que ele não fez os terremotos pararem quando atingiu o Haiti? Por que ele não viu aquela criança nascendo com câncer e não a curou? Por que ele não agiu quando aquele avião foi jogado naquelas torres gêmeas nos EUA?

        Somos tidos como loucos diante de Deus, achando que somos sábios, pois é a criatura perguntando ao Criador ou pra ser mais claro, é a tinta perguntando ao Pintor o porquê está sendo usada naquele lugar e daquela forma.

            Dar sentido as coisa, provar para as pessoas o porquê estamos comprando isso, ou o porquê estamos levando a vida dessa forma, nós leva a questionar o próprio Deus, criador de tudo e soberano em suas decisões e vontades; muitas coisas que fazemos realmente não tem sentido algum para outras pessoas, mas nem por isso temos que deixar de fazer ou não tem sentido, pois cada um sabe o que é melhor para si.

            Deixemos de lado um pouco esse impulso de dar sentido às cosias e talvez assim tenhamos mais prazer em viver a vida que Deus nos tem dado, mais prazer em viver onde Ele tem nos colocado, sem tantas ansiedades e tantos questionamentos.

Joberson Lopes Lindale, Texas, 13 de março de 2013.