Bumerangue e o frisbee são objetos de
lançamento com objetivos distintos, um para poder voltar para quem o lançou
(bumerangue) e o outro não tem a finalidade de retornar sozinho, mas apenas de
ida (frisbee).
Ontem eu recebi um “frisbee”
que “lancei” há uns anos atrás e hoje estava lembrando-me dele depois de rever
uma pessoa a qual lancei esse “frisbee”.
Muitas vezes lançamos
bumerangues e frisbees na vida sem percebermos que estamos fazendo isso.
Naturalmente estamos falando de forma figurada e usando a analogia desses dois
objetos, que me parece únicos na sua forma de brincar e com seus formatos e
propósitos específicos. Em uma análise, às vezes parece que somos profissionais
em laçarmos ou um ou o outro ou mesmo os dois.
Eu recebi uma oferta
financeira especial para poder fazer um curso de inglês e esse ato me fez
lembrar que há anos atrás eu também ofertei financeiramente na vida de uma
pessoa para ela poder estudar inglês em outro país. A quantia é o menos
importante, mas o ato de “lançar” é que foi impactante na minha e na vida dessa
pessoa que recebeu .
Falo que lancei, e agora
recebi um frisbee, porque entendo que o lançamento de um frisbee não tem o
objetivo de recebê-lo de volta como no caso do bumerangue. Quando eu ofertei
esse dinheiro para alguém estudar inglês, eu não tinha a menor intenção de
receber nada de volta, ate mesmo porque não me interessava aprender idioma
algum. Mas hoje, quando revi essa pessoa, Deus me trouxe à memória aquele
“lançamento de frisbee” que fiz e que agora alguém relançou de volta para mim,
com o mesmo propósito: estudar inglês.
Fico me questionando: o que
tenho lançado nessa vida, frisbees ou bumerangues?
Penso que sempre devemos
lançar frisbees, pois é tão bom ver a alegria da pessoa recebendo esse
lançamento; que não interessa se ela vai lançar de volta para você ou para
outra pessoa, o importante foi eu ter lançando, o que ele vai fazer com o
frisbee que lancei não é problema meu, não tenho mais que me pré-ocupar com isto.
Agora penso que quando
lançamos bumerangue, ficamos pré-ocupados em tê-lo de volta; ficamos ansiosos
pelo seu retorno e com isso, deixamos de viver a vida, de aproveitar o dia,
aproveitar os momentos, pois estamos na expectativa de receber de volta algo,
assim, corremos o risco de ficarmos frustrados, pois não temos a garantia se
esse bumerangue vai ou não voltar, pois ele pode atingir uma árvore pelo
caminho ou mesmo um fio, poste ou qualquer coisa que o impeça de voltar.
A bíblia nos ensina a
lançarmos frisbees e não bumerangues, quando ela diz “não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”… Acredito que esteja nos mostrando que
não precisamos falar pra ninguém o que estamos fazendo de bom e nem esperar
tapinhas nas costas pelo feito, mas devemos nos alegrar com a oportunidade que
temos em ajudar. Também tem escrito que é melhor dar do que receber, isto é,
melhor lançar frisbees que receber bumerangues.
Oro para sejamos experts em
lançarmos frisbees e meros expectadores dos lançadores de bumerangues.
Joberson Lopes 23 de janeiro de 2012









Um comentário:
Simplesmente sensacional!
Deus seja louvado por sua vida e pelos jogadores de frisbee!
Postar um comentário