Eu
estava consertando um trator da missão onde estou fazendo um trabalho
voluntario e comecei a pensar em quanto de tempo eu tenho gasto trabalhando em função
da estrutura física da missão e não propriamente na missão.
Eu
entendo que precisamos manter o que construímos, pois seria irresponsabilidade
nossa construir algo ou adquirir um bem e não conserva-lo, mas isso me fez
refletir em quanto tempo passamos dentro das estruturas, seja da missão ou da
igreja, tentando organizar, manter tudo certo, nos devidos lugares e com isso às
vezes passamos anos e anos sem falar uma única vez para uma só pessoa do Amor
de Jesus Cristo.
Isso
é contraditório se compreendermos que fizemos todas as estruturas para poder
falar do amor de Jesus, falar do Evangelho de Jesus Cristo, pois quando estamos
fazendo evangelismos e vai se obtendo sucesso com o trabalho e vai unindo-se
mais e mais pessoas com você, aparece à necessidade de se criar um centro de
treinamento para enviar mais e mais missionários ou se formos tomar a igreja
como exemplo, construímos enormes templos devido a termos falado do evangelho e
as pessoas foram se aglomerando e se precisou construir algo maior.
O
questionamento que tenho feito para mim mesmo é ate onde eu tenho que me
esforçar para manter essa estrutura e não perder o foco inicial, que é falar do
amor de Jesus para as pessoas? Como eu posso me ater ao mais importante, que é discípula
novos irmãos na fé, e ao mesmo tempo, manter o que está sendo construído?
Na
bíblia, encontramos Jesus ensinado e discipulado pessoas, os alimentando,
fazendo milagres, advertindo outros das suas formas de ser, tirando tempo para
orar, jejuar, entre outras coisas, mas não vejo Ele construindo nada de físico,
não vejo ele adquirindo nada para ajudar na missão dele de pregar o Evangelho,
de ensinar. Será que Jesus não adquiriu nada porque ele era pobre? Ou por que não
era um visionário? Ou será que era um irresponsável?
Podemos
ter diversas linhas de pensamento e argumentos sobre a vida de Jesus Cristo,
mas o que eu aprendo é que ele não quis gastar tempo demasiado com coisas transitórias
e que causam tantos problemas; Acredito que Jesus não vai condenar nenhuma instituição
hoje porque se tornou uma instituição, mas acho que Ele não leva tão a serio como
nós, essas questões materiais, pois contrario fosse, ele teria feito algo, talvez
uma pequena capela de madeira.
Hoje
nós gastamos muito tempo tentando resolver os problemas que criamos (as instituições)
e com isso temos pouca ou nenhuma força para poder discípula, ter
relacionamentos, testemunhar o que Jesus tem feito nas nossas vidas, essas
coisas que deveria ser o primordial numa vida chamada de seguidor de Cristo.
O
transitório ainda nós é muito importante a tal ponto que maltratamos o mais o
importante desse mundo para Deus, que são as pessoas, por quem Jesus Cristo
morreu. O maior valor para nós hoje talvez seja o menos importante para Deus,
que é manter uma igreja sempre limpa e arrumada, confortável, com bancadas
novas, aparelhos de som de ultima geração, entre outras coisas mais.
Nos nós ligamos tanto nas coisas
passageiras, que não nos importamos se os relacionamentos entre os irmãos da
igreja estão quebrados, não importa se está tendo intrigas e mentiras entre os irmãos,
aceitamos como natural haver disputas de poder dentro da instituição e muitas
outras coisas sem real valor para Deus.
Eu
sei que faço parte desse mundo, dos que dão valor as coisas transitórias, dos
que brigam, dos que tem intrigas com os outros irmãos, mas quero aprender a
ouvir Deus em meus devaneios e tentar me conduzir de uma melhor forma, mais
coerente com o evangelho que eu quero ensinar ao próximo.
Quero
aprender nessa caminhada a ter um equilíbrio entre o viver nesse mundo efêmero e
mesmo assim entender que tenho um objetivo maior, que meu foco final não é o
meio e sim o fim, não posso me perder achando que já estou fazendo a minha
parte, pois esse pensamento deve ter sido criado pelo cão, pois nos não tempos
parte a fazer, nós somos a parte do corpo que Cristo fez; Não tenho que me ater
apenas a algumas coisas e o resto que se exploda, nós somos corresponsáveis por
aquilo que entendemos, seja por ação ou por omissão.
Joberson
Lopes, Texas 18 de setembro de 2012.









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