A
mãe passarinha teve vários filhotes e os criava dentro do ninho, dando comida e
os aquecendo esperando-os crescerem. A mãe passarinha saia para buscar comida
ou outras vezes saia para buscar mais ramos para ir colocando na sua casa
(ninho) para proteger seus filhotes.
Os
filhotes cresceram e à medida que foram criando forças, foram aprendendo a voar
e foram em busca de seus próprios desafios, uns mais pertos e outros mais
longe, mas um desses filhotes resolveu ficar em seu ninho por uma causa que ele
achava nobre: Gastar tempo com a família, um gesto nobre e valoroso, mas que
como a dose foi exagerada acabou trazendo alguns problemas.
Esse
filhote que não quis sair de casa, às vezes precisava sair do ninho, mas como não
era muito acostumado a isso, muitas vezes ficava perdido nos seus voos e tinha
que ligar e buscar orientação da mãe passarinha para poder voltar para casa ou
muitas vezes estava sem dinheiro e procurava pela mãe para poder compra o que
precisava e voltava para o ninho, entendo que estando dentro do ninho estava
valorizando a família.
Os
irmãos do passarinho que ficou no ninho, trabalhavam o dia todo, buscavam sua própria
comida, uns conseguiram já montar seu próprio ninho e não dependiam em nada de
sua mãe passarinha e poucas vezes voltavam no ninho da mãe para fazer alguma
coisa, mas quando voltavam era uma festa de alegria quando a mãe passarinha
reencontravam alguns de seus filhotes que estavam longe; mas o passarinho que
ficou em casa, muitas vezes não se alegrava com a volta dos irmãos, pois dizia
que faziam barulho de mais em suas conversas, que sujavam a casa, as louças e
depois tudo isso iria sobrar para a mãe passarinho fazer.
Os
irmãos do passarinho que ficou no ninho, tinham a pele mais escura, tinham os
pés calejados, não se machucavam com qualquer coisa, eram exímios voadores e
excelentes caçadores de seus sustentos, já o passarinho que não quis sair de
casa, não sabia levantar seu próprio sustento, vivia as custa da mãe o tempo
todo, se precisasse comprar uma cueca, tinha que pedir para mãe; ele tinha a
pela muito branquinha, as mãos lisinhas, era muito inteligente, mas não sabia
como usar essa inteligência, pois dentro do ninho ele já tinha usado sua inteligência
ate onde não o cabia.
O
passarinho que ficou em casa, se feria em seu próprio ninho, pois os ramos que
eram feitos os ninhos, às vezes eram duros para dar sustentação ao ninho, e como
a pele dele era fina por não sair muito de casa e não pegar sol, o fragilizou
ao ponto de qualquer coisa o magoar, qualquer pontinha de galho o furava.
O
passarinho que ficou em casa tinha tanto amor pela mãe passarinha, que tinha em
excesso, e que os estudiosos chamam esse excesso de ciúmes, e isso era uma
coisa que esse passarinho tinha e muito, então esse passarinho com seu excesso
de ciúme, acabava tendo brigas com seus irmãos, brigas com as amigas da
passarinha mãe, brigava com deus e o mundo, apenas pelo egoísmo de ter a atenção
da mãe passarinha, mas que na cabeça dele, era amor e apenas queria gastar
tempo com a família.
Os
passarinhos irmãos que saíram de casa, amavam muito a mãe passarinha, mas
entendiam que a vida tem um curso a seguir, que é de crescer e sair do ninho e
cuidar da vida e que fazendo isso estará mostrando para sociedade dos
passarinhence, que foi bem ensinado pela mãe a como viver a vida, como voar, a como
se comportar fora do ninho.
O
passarinho que ficou em casa para gastar mais tempo com a família, acabou por
excluir a própria família de seu convívio, mesmo estando dentro de casa o tempo
todo, pois não suportava ver seus irmãos conseguirem viver a vida deles, da
forma que eles queriam e isso o incomodava tanto, que esse passarinho resolveu
sua vida se matando... De inveja, de ciúmes, de vaidade de ter a atenção da mãe
24h e teve seu sepultamento dentro de seu próprio ninho, com seus amigos
virtuais do Facebook sendo os convidados do velório.
Joberson
Lopes Lindale, EUA 28 de marco de 2013.









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